DESAFIO | As bases do TCE

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DESAFIO | As bases do TCE
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Área do desafio: Neurologia.
Apresentação do caso:
JMC, 40 anos, foi projetado para fora do carro em acidente automobilístico em alta velocidade. Chega à emergência trazido pelo SAMU, desacordado e com Escala de Coma de Glasgow 2. Ao exame, apresenta lesão contusa do crânio em região frontal com afundamento, equimose periorbital, rinorreia (fluido pelo nariz), hemossinus e equimose retroauricular. PA: 190 x 120 mmHg, FC: 56, FR: 8.
Questões e discussão:
 
  1. Quais são os aspectos avaliados pela Escala de Coma de Glasgow (ECG) e quantos pontos representam cada um?
Abertura ocular (4), resposta verbal (5), melhor resposta motora (6) e reatividade pupilar (-2 a 0), com escore de 1 a 15.
  1. Como é classificado o Trauma Cranioencefálico em relação à gravidade?
Leve (ECG 14-15); moderado (ECG 9-13) e grave (ECG1-8).
  1. Quais sinais podem indicar uma fratura de base do crânio?
Equimose periorbital (Sinal do Guaxinim); Equimose retroauricular (Sinal de Battle); indícios de fístula liquórica através de rinorreia ou otorreia; hemossinus (presença de sangue em algum seio) distúrbios dos nervos facial e/ou vestibulococlear.
  1. Qual a hipótese diagnóstica do caso?
TCE com fratura de base de crânio.
  1. Qual seria a sua conduta?
Intubação orotraqueal, estabilização hemodinâmica e condução neurocirúrgica.
Referências:
BERTOLUCCI PHF; FERRAZ HB; FÉLIX EPV; PEDROSO JL. Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar da UNIFESP-EPM: Neurologia. Barueri, SP: Manole. 2011.
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO UFJF. Escala de Coma de Glasgow – importância e atualização de 2018. Disponível em: <https://www.ufjf.br/neurologia/2018/12/11/escala-de-coma-de-glasgow-importancia-e-atualizacao-de-2018/>. Acesso em 25/05/2018.
MACHADO ABM; HAERTEL LM. Neuroanatomia Funcional. 3.ed. São Paulo:
Atheneu. 2006.
ROWLAND LP; PEDLEY TA. Merrit, Tratado de Neurologia. 12ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2011.

Autores: André Tanure e Márcio Versiani.
 

A Liga Acadêmica de Neurociências (NEUROLIGA), da Faculdade de Medicina da Universidade Federal dos Vales do
Jequitinhonha e Mucuri (FAMED/UFVJM), fundada na cidade de Diamantina, Minas Gerais, no dia 04 de Julho de 2016, é uma entidade civil, apartidária, não religiosa, de duração ilimitada e com caráter multiprofissional, sem fins lucrativos. É formada por acadêmicos matriculados na FAMED/UFVJM e cursando o segundo período ou período posterior, e tem suas atividades sob coordenação e supervisão de um docente da FAMED.

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