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5 dicas de Investimento para Médicos Iniciantes | Colunistas

há 2 meses     -     
5 dicas de Investimento para Médicos Iniciantes | Colunistas


O primeiro passo rumo a uma longa jornada é sempre o mais difícil. Ainda mais se tratando de investimentos, se você não conhecer o caminho a percorrer fatalmente acabará no meio da briga entre touros e ursos¹, com grandes chance de apanhar de ambos e desistir em poucos dias.

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Escrevo esse artigo não apenas para a comunidade médica, mas para todos aqueles que almejam crescer financeiramente mas, por conta de suas atribuições, possuem pouco tempo para dedicar a essa empreitada. Já adianto: Será a mais longa jornada que você percorrerá, haverá dias bons e também dias ruins, mas valerá a pena.

Neste artigo, cito 5 dicas para o iniciante no mundo dos investimentos. Muita calma! O começo será devagar e conforme vai ganhando experiência, você pode aumentar a dose. Costumo comparar o mundo dos investimentos a pilotar um avião (com toda a liberdade poética e criatividade que essa publicação me permite), pois enquanto um possui botões, alavancas, sensores e visores, o outro possui códigos, indicadores, taxas e índices. E em ambos os casos, se você não souber o que olhar ou mexer, a chance de ocorrer uma catástrofe é grande.

 

 

1.Qual o seu objetivo?
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Antes do primeiro passo, é preciso refletir: Onde quero chegar?

Se o caminho ainda é desconhecido, o objetivo não deve ser. Você precisa antes definir qual é sua meta ao iniciar sua carteira de investimentos. Dentre algumas perguntas a serem respondidas, estão:

- Para quando? Para que? Porquê?

A partir das respostas você estará apto a seguir com o plano, ou mesmo mudá-lo caso suas respostas não convençam a si mesmo. Sim, é óbvio, mas é preciso falar: Talvez suas ideias até parecem boas, mas assim que são exteriorizadas, revelam o furo. E em se tratando de investimentos, o quanto antes perceber seus erros e corrigir o curso melhor.

Portanto, analise seus reais objetivos e caso esteja confortável com eles, vá em frente.

DICA: Faça um planejamento financeiro, pague suas dívidas e estabeleça uma meta para seus investimentos. Pode ser um apartamento, sua independência financeira, um consultório, clínica ou até mesmo um hospital (Por que não?).

 

2. “Conhece-te a ti mesmo”
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Com o planejamento financeiro montado, dívidas pagas e objetivo traçado, vamos às questões seguintes:

- Que tipo de pessoa é você? (Em relação às finanças)

- Que tipos de riscos está disposto a correr para chegar até o objetivo traçado?

Existem diversos sites, que em forma de quiz te dizem exatamente essas duas questões acima. Além disso, para iniciar os investimentos em corretoras de valores ou mesmo em bancos, é altamente indicado e às vezes até mesmo obrigatório (alguns desses veículos não liberam os investimentos sem antes traçar o seu perfil de investidor) que você responda a uma série de questões para saber em que classe de investidor você se enquadra. A partir daí, serão informados os tipos de investimentos indicados ao seu perfil de risco.

Não se preocupe, você poderá responder quantas vezes quiser ao longo dos anos, afinal conforme os anos passam suas prioridades irão mudar e, com isso, muda também seu perfil de risco.

DICA: Abra conta em um banco ou corretora de valores e trace seu perfil de investidor.

 

 

3. Tenha sempre ao alcance uma reserva de emergência

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Com seu perfil de risco traçado, pensaremos agora nas intempéries que possam, por ventura, ocorrer pelo caminho. O que de pior pode acontecer a ponto de ameaçar te tirar do caminho rumo ao seu objetivo? É difícil prever e infelizmente acontece. Portanto, precisamos estar preparados. São eles:

Se você é estudante: uma fatura mais alta no cartão de crédito, aumento nas mensalidades estudantis ou gastos pessoais...

Se você é profissional liberal: Redução no fluxo de pacientes em seu consultório, redução no número de plantões, calote, doença...

Se você é profissional assalariado: Redução de salário, demissão, doença, afastamento...

Se você é servidor público: Atraso de salários, transferência para outra região...

Além disso, temos ainda outras situações emergenciais que podem nos obrigar a dispor de uma quantia considerável de dinheiro, colocando em risco todo o esforço feito até então:

- Hospitalização sua ou de familiares;

- Acidentes, defeitos mecânicos em veículos e multas de trânsito;

- Procedimentos emergenciais em animais de estimação;

- Impostos e despesas não previstas;

 

Dica: Mentalize o cenário mais adverso que possa ocorrer, e o valor ao qual necessitaria para atravessar esse momento. Analise também o tempo que esse período pode se estender e estabeleça então um valor para emergências. Dependendo da situação, pode ser 1, 3, 6 ou até 12 meses de seus gastos mensais. Aplique em poupança, em CDB’s de liquidez diária ou algum outro tipo de investimento que te permita resgatar em curtíssimo prazo o valor investido. E lembre-se, apenas o use em caso de emergência!

 

4. “Nunca teste a profundidade de um rio com os dois pés”

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Esse bordão é visto no mercado financeiro como de autoria de um dos maiores investidores de todos os tempos: Nada menos que Warren Buffett! E de mesma autoria são as seguintes frases:

“Só coloque dinheiro naquilo que você conhece.”

E também:

“Regra número 1: nunca perca dinheiro.

Regra número 2: não esqueça a regra número 1”

 

E o que ele quis dizer com tudo isso? Simples. Se você não conhece o tipo de investimento, estude-o. Se lhe parecer bom, comece com um valor baixo, estude, compare a produtos semelhantes, e veja se vale a pena fazer mais aportes. Lembre-se do seu objetivo e uma vez investido o dinheiro, não volte a olhar sua cotação a todo momento. Algumas modalidades variam sua cotação várias vezes ao longo do dia, sendo altamente estressante acompanhá-la o tempo todo.

DICA: Escolha uma modalidade de investimento, pesquise, compare e se decidir seguir com o investimento, comece com um valor que te permita dormir à noite, mesmo em caso de grande desvalorização do ativo. Lembre-se que o ativo escolhido pode estar sujeito à grande variação no curto prazo.

 

5. Nunca coloque todos os ovos numa mesma cesta

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Essa dica completa a dica anterior, de modo que mesmo que haja grande desvalorização de um ou mais ativos, diversificar os investimentos pode proteger sua carteira de uma grande baixa pois um ativo pode valorizar ou depreciar em valores bem diferentes um do outro.

Portanto, não se limite a um tipo apenas de investimento e diversifique em diversas modalidades entre a renda fixa e renda variável, protegendo assim sua carteira de variações bruscas do mercado.

Dica: Estude e selecione, de acordo com seu perfil de risco, alguns investimentos para diversificar sua carteira. Divida seu aporte entre eles e repita o processo. Caso o tipo de investimento exija valor mínimo para aporte e você o veja como o de maior risco, deixe-o como o último da fila e invista nos outros primeiro.

 

6. BONUS: Não pegue atalhos se você nunca fez o caminho

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Por fim, deixo essa dica de bônus. Sempre que o assunto é investimentos, aparece aquele “amigo” com um esquema bem suspeito que diz que paga X% ao dia, ou aquele outro que oferece um marketing multinível de um produto até então nunca visto...

FUJA dessas pessoas. Pode até ser verdade o que dizem, mas o esquema na maioria das vezes é insustentável. E muitas das vezes, se alimenta da entrada de outras pessoas, seduzidas pela promessa do lucro rápido.

Por fim, deixo uma fala de Tiago Reis, analista financeiro e fundador de uma casa de research:

“O mercado de capitais pode ser louco, mas não a ponto de dar dinheiro fácil para novatos. Desconfie de toda promessa de dinheiro fácil envolvendo o mercado de capitais. Pode ser golpe.”



 

 
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