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Doenças Coronárias já podem ser Identificadas por Exame de Sangue

há 4 semanas     -     
Doenças Coronárias já podem ser Identificadas por Exame de Sangue




Estudo inédito mostra que doenças coronárias podem ser identificadas por exame de sangue

O exame de sangue é um dos mais simples, baratos e rápidos exames que existem no mundo da medicina. Já utilizado para identificar diversas alterações no nosso corpo, foi publicado recentemente uma possível nova função para ele pelo Hospital Albert Einstein.

 

Já imaginou se o exame também pudesse identificar placas de gordura e cálcio nas artérias do coração com alguns poucos mililitros de sangue?

 

Foi isto que o médico cardiologista  Eduardo Pesaro estudou com um grupo de 170 pacientes. Ele mostrou que duas proteínas podem ser identificadas no sangue nos estágios iniciais da doença coronariana e evitar a evolução desta para, por exemplo, um infarto agudo do miocárdio (IAM). Assim, no futuro e apenas após terminar os testes, o diagnóstico poderá ser feito por exames sanguíneos.

 

Atualmente existem apenas duas formas de identificar as placas de gordura e cálcio nos vasos. A mais comum é o teste ergométrico, também conhecido como esforço físico, porém ele só identifica a obstrução coronária a partir de 70% a 80% de entupimento. A outra forma de diagnosticar é através da tomografia das artérias, entretanto “Esse exame moderno é caro e possui radiação” afirma Pesaro.

 

Mas quais são essas proteínas?

O aumento das proteínas MGP e RANKL no sangue indicam o risco de até 3 vezes maior de doença coronária. A RANKL é uma das proteínas responsáveis pela calcificação das artérias. Já a MGP atua na remediação da quantidade de cálcio nas artérias.

 

"Para ficar simples de entender: é como bandido e polícia onde a RANKL é o bandido e a MGP atua como polícia em relação à calcificação vascular. Se a polícia aparece é porque há algo de errado nas coronárias. Não deveria haver cálcio nos vasos", explica Pesaro.

 

Além disso, o estudo analisou exames de sangue de 40 pacientes que tiveram IAM. A pergunta neste caso era se o aumento da inflamação sanguínea causada pelo infarto está relacionada à elevação de algum biomarcador de calcificação, e eles comprovaram que após 2 meses, o aumento de MGP era de 23% nos exames séricos. “Isso mostra que após um episódio inflamatório severo, há elevação dessa proteína na tentativa de o organismo reduzir as consequências de calcificação do vaso após o infarto”

 

O Estudo foi publicado na revista científica Plos One. É uma pesquisa que dá subsídio para testes em uma escala maior, e futuramente aplicação. Estamos no caminho certo para um check-up do coração mais barato e que consiga prever com boa antecedência a aterosclerose” Concluiu Pesaro.

 

Fonte: Hospital Albert Einstein

 
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