Caso Clínico - Cetoacidose diabética

há 1 ano     -     
Caso Clínico - Cetoacidose diabética

Paciente, 52 anos, sexo masculino, pardo, natural e procedente de Campo Grande-MS.

 

Refere astenia há cerca de um mês, evoluindo com piora, tontura e turvação visual há um dia após ingesta hiperglicídica (“pote de paçoquinha”). Queixa-se também de polidipsia, polifagia, poliúria e perda ponderal (aproximadamente 6 kg) desde a interrupção da insulinoterapia há 40 dias. Nega outros sintomas. 

HPP: Diabetes, dislipidemia, nega outras comorbidades. Nega alergia.

Ao exame físico:

FR 24 irpm, FC: 92 bpm, P.A: 95/60 mmHg

Fácies atípica, longilíneo,COTE, AAA, normocorado, desidratado (2+/4+), boa perfusão, linfonodos cervicais não visíveis e não palpáveis, REG, REN.

AP: Tórax atípico, sem deformidades, expansibilidade simétrica, FTV presente, som claro pulmonar, MVFU sem RA

AC: BNRNF 2T s/ sopro, ictus não visível, palpável com 2 polpas digitais

ABD: Abdome plano, normotenso, RHA presentes, indolor à palpação, sem VCM.

Gasometria: pH  = 7,26; pO2= 89 mmHg; pCO2 =35 mmHg; bicarbonato = 18; glicemia = 418 mg/dL; potásio = 5,3 mEq/L; sódio = 131,2 mEq/L.

A) Qual a hipótese diagnóstica?

B) Qual a conduta para correção do distúrbio ? 

C) Você incluiria bicarbonato de sódio na conduta ? Por quê?

 

Respostas: 


A) Cetoacidose diabética

B) Hidratação em três fases: de expansão rápida com 1500 ml/h de SF 0,9 % para corrigir a hipotensão, de manutenção com 4 a 14 ml/ kg/h de soro cuja concentração escolhida dependerá da dosagem sérica de sódio e de prevenção da hipoglicemia com solução associada à glicose quando quando a glicemia chegar a 250-300 mg/dL.

C) Não, pois uso de bicarbonato só está indicado quando pH < 6,9.

Referências:MARTINS, Herlon Saraiva … [et al] - Emergências clínicas: abordagem prática - 11 ed. rev. e atual.  - Barueri, SP: Manole, 2016.

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