Caso Clínico de Diagnóstico por Imagem - Acalásia da Cárdia e Megaesôfago

há 1 ano     -     
Caso Clínico de Diagnóstico por Imagem - Acalásia da Cárdia e Megaesôfago

História Clínica

Paciente feminina, 55 anos, aposentada, natural do nordeste. 
Queixa Principal: Dor retroesternal há dois anos.

História da Moléstia Atual: A paciente relata que há dois anos vem cursando com queimação e dor em aperto na região retroesternal que irradia para o dorso ao nível do hipocôndrio em ambos os lados, com maior intensidade do lado esquerdo, que piora após as refeições e melhora com o uso de AINES. Essa dor está associada a regurgitação, náuseas, disfagia, tosse, plenitude pós-prandial, perda de peso inespecífico. A paciente relata ainda que mantém dieta sólida, apesar da disfagia progressiva e faz uso de água para facilitar a ingestão dos alimentos sólidos. Houve piora de todos os sintomas até o presente momento. A paciente refere alteração do ritmo intestinal e redução do número de dejeções. A paciente relata perda de peso de quantidade inespecífica. Nega outras alterações específicas.

Sistema digestório: A paciente refere diminuição do apetite, disfagia, pirose, regurgitações, eructações, alteração do ritmo intestinal, tenesmo, redução do número de dejeções.

Sistema osteoarticular: Refere dor inespecífica e eventual em MMII.

Exames

Exame Físico: Bom estado geral, Lúcida e orientada no tempo e espaço, corada, acianótica, anictérica, hidratada, afebril. Peso: 42Kg, Altura:1,53m IMC: 17,94 FC 80 bpm FC:14ipm.

Estudo Radiográfico Esôfago-Estômago-Duodeno (EREED): Verifica-se esôfago sinuoso e aumentado de calibre, medindo cerca de 6,5 com no maior diâmetro transverso. Ausência de sinais de hérnia hiatal ou de evidências de refluxo gastro-esofágico. Estômago de capacidade e topografia normais. Piloro permeável.

Discussão

Acalásia da Cárdia e megaesôfago grau III(Provavelmente Chagásico), segundo a classificação de Rezende.
A classificação de Rezende, em quatro grupos, sob técnica padronizada, expressa o consenso da maioria dos autores:
Grupo I ¾ Esôfago de calibre aparentemente normal ao exame radiológico. Trânsito lento. Pequena retenção na radiografia tomada um minuto após a ingestão de sulfato de bário.
Grupo II ¾ Esôfago com pequeno a moderado aumento do calibre. Apreciável retenção de contraste. Presença freqüente de ondas terciárias, associadas ou não a hipertonia do esôfago.
Grupo III ¾ Esôfago com grande aumento de diâmetro. Atividade motora reduzida. Hipotonia do esôfago inferior. Grande retenção de contraste.
Grupo IV ¾ Dolicomegaesôfago. Esôfago com grande capacidade de retenção, atônico, alongado, dobrando-se sobre a cúpula diafragmática.

 

  • 3 Publicações