Caso Clínico de Trauma - Drenagem Torácica

há 1 ano     -     
Caso Clínico de Trauma - Drenagem Torácica

História Clínica

P.J.S.S., oriundo do município de Serrinha, vítima de acidente automobilístico, foi ejetado de sua moto ao colidir com a lateral de um carro. Encaminhado sem regulação para hospital de emergência por ambulância comum, sendo admitido com os seguintes sinais vitais:

Frequência cardíaca: 105 bpm.

Pressão arterial: 110x80mmHg.

Frequência respiratória: 22ipm.

 

Exames

Seguindo o protocolo de atendimento ao politraumatizado pelo ATLS, foi realizado inicialmente o exame primário:

A (Vias aéreas) - Paciente estava consciente, comunicativo, levemente agitado, com vias aéreas pérvias e com colar cervical. Ausência de estase de jugulares, desvio de traqueia, fratura palpável de laringe ou enfisema subcutâneo

B (Respiração) – Tórax com expansibilidade normal bilateralmente, ausência de crépitos à palpação, refere dor em arcos costais inferiores à esquerda e presença de enfisema subcutâneo à esquerda. Percussão não muito bem audível pelos ruídos da sala de emergência. Murmúrio vesicular reduzido à esquerda. Oximetria de pulso revela saturação de 95%.

C (Circulação) – Bulhas rítimicas e normofonéticas em 2 tempos. Pele sem alteração de temperatura ou cor, pulso rítmico, filiforme, bilateralmente, 110bpm. Pressão arterial de 100x70mmHg. Sem sangramentos evidenciados externamente. Abdome sem alterações ao exame físico. Pelve instável à palpação. Realizada estabilização pélvica com lençol. Solicitada estabilização pélvica pela ortopedia em conjunto com cirurgia geral.

D (Neurológico) – Escala de Coma de Glasgow 15. Pupilas isocóricas e fotorreagentes. Sem dor ou dificuldade de mobilização em coluna cervical sendo optada por remoção do colar cervical.

E (Exposição) – Exposição da vítima, evidenciado múltiplas escoriações em dorso, membros superiores e inferiores. Edema e deformidade em terço distal da perna à esquerda, membro encurtado. Queixa de dor em quadril e tornozelo esquerdo, sem sinais de trombose venosa profunda ou síndrome compartimental no membro.

Ao exame secundário:

História AMPLA:

  • A – Alergias – Paciente sem alergias mencionadas.
  • M – Medicações – Não faz uso de medicações específicas.
  • P – Passado médico – Sem comorbidades ou cirurgias prévias.
  • L – Líquidos e alimentos – Refere ter se alimentado e consumido álcool há 3 horas.
  • A – Ambiente – Sem mortes em acidentes relatadas pelo pré-hospitalar.

Radiografia de tórax previamente realizada no serviço de emergência prévio evidenciava pneumotórax simples à esquerda. Solicitada preparação de sala de pequenas cirurgias para realização de drenagem torácica.

Realizada drenagem torácica em 5° espaço intercostal à esquerda em anteriormente à linha axilar média sem intercorrências. Saída de ar por dreno.

Solicitado série trauma (radiografia de tórax e radiografia de pelve), bem como tomografia computadorizada de crânio por biomecânica perigosa e radiografia de perna esquerda por presença de deformidade.

Realizados os exames de imagem:

RADIOGRAFIA DE TÓRAX (AP) – Realizada após colocação do dreno. Sendo evidenciadas múltiplas fraturas de arcos costais à esquerda, presença de enfisema subcutâneo à esquerda e dreno de tórax bem posicionado à esquerda.

 

RADIOGRAFIA DE PELVE (AP): Fratura de acetábulo à esquerda.

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE CRÂNIO – Sem alterações.

RADIOGRAFIA DE PERNA ESQUERDA: Fratura cominutiva de tíbia à esqueda. 

 

 

Liga do Trauma - LT

 

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