Caso Clínico de Urologia - Hipogonadismo com disfunção erétil

há 1 ano     -     
Caso Clínico de Urologia - Hipogonadismo com disfunção erétil

Sr. Marcos Antônio, 65 anos, vem à consulta relatando que há três anos apresenta perda do desejo sexual e não consegue mais obter ereções com rigidez suficiente para a penetração vaginal. Está muito preocupado com a sua situação, achando que pode ter algum problema sério, pois mesmo após ter tomado, em várias oportunidades, medicamentos para ereção, não conseguiu resposta adequada para realizar o ato sexual. Está se relacionando com uma parceira, mas nos últimos meses, em função dos repetidos fracassos, não tem mais tentado ter relações sexuais. Sente-se cansado, com muito sono e acha que sua memória já não é tão boa como antes. Faz uso de lisinopril 20mg/dia para hipertensão arterial e metformina 850mg/dia para controlar um pequeno aumento do nível de glicose detectado nos últimos exames.

Devido às queixas apresentadas, o médico solicitou alguns exames para prosseguir a propedêutica. Retornou ao consultório com os resultados, que mostraram testosterona total 170 nd/dl (valor de referência 280 a 800 ng/dl); SHBG, 42 nmol/L (valor de referência 11 a 80 nmol/L); testosterona livre calculada, 2,76 ng/dL (valor de referência acima de 7,2 ng/dL); testosterona biodisponível, 64,6 ng/dL (valor de referência acima de 150 ng/dL); LH, 3,20 (valor de referência 1,2 a 8,6 mil/ml); FSH, 3,80 (valor de referência 1,7 a 11,00 mlU/ml); TSH, 4,8 (valor de referência 0,3 a 5,5); T4 livre, 1,20 (valor de referência 0,8 a 1,8 ng/dL) e Prolactina 12 ng/ml (valor de referência < 20 ng/ml). Qual o provável diagnóstico do paciente?

 

Resposta: Hipogonadismo do homem adulto com disfunção erétil. Terapia de reposição hormonal com testosterona (TRHT) pode melhorar o desempenho sexual em homens hipogonádicos com disfunção erétil (DE) que não respondem isoladamente aos inibidores da PDE-5 (fosfodiesterase tipo 5).
A deficiência androgênica está associada ao declínio da função erétil e aos níveis séricos de testosterona estão inversamente relacionados com a gravidade da DE. Uma proporção significante de homens que não respondem aos inibidores da PDE-5 apresenta deficiência androgênica e a TRHT pode converter em responsivos mais da metade destes pacientes. Há uma crescente evidência de que a combinação terapêutica (TRHT + inibidores da PDE-5) é eficaz no tratamento dos pacientes hipogonádicos com disfunção erétil para os quais a terapia falhou quando se utilizou isoladamente testosterona ou inibidores da PDE-5.

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