Caso clínico sobre evolução obstétrica de H1N1 em gestante de 34 semanas.

há 1 ano     -     
Caso clínico sobre evolução obstétrica de H1N1 em gestante de 34 semanas.

Paciente do sexo feminino, SPRS, 33 anos, gestante de 34 semanas, natural de São Paulo. Em 18 abril de 2017 foi admitida no Pronto Socorro do Hospital Geral de São Matheus sob queixa de falta de ar há 6 horas, apresentando febre (37,7°C) e tosse com expectoração sanguinolenta. Ao exame físico apresentou saturação de O2 de 91%, FR 32ipm, FC 123bpm, PA 116x55mmHg, dispneica ++/4+. Como antecedentes pessoais apresentou Síndrome Coréica em 2007; trombose, erisipela e AVE em 2009 e troca de válvula mitral por prótese biológica em 2014. Do Pronto Socorro foi encaminhada para avaliação na UTI sob hipótese diagnóstica de broncopneumonia.

No dia 19 de abril foi internada na UTI adulto e prescrito Oseltamivir e Ceftriaxona. Apresentou infiltrado difuso em ambas as bases no Raio X de tórax e hemograma com leucocitose (28,4 mil/mm3), plaquetopenia (101mil/mm3) e anemia normocítica e normocrômica, evoluindo na ausculta pulmonar com estertores e sibilos bilaterais, além de piora da dispneia e queda na saturação de O2 a 73%. Sendo necessário o uso de BIPAP contínuo pela Síndrome de Insuficiência Respiratória Aguda desenvolvida, além de isolamento pela suspeita de H1N1.

No segundo dia de internação evolui para suporte intensivo, com leucocitose de 31,2mil/mm3 e prescrição de Claritromicina, Ceftriaxona e Tamiflu. Após avaliação ginecológica foi sugerido cesárea precoce por risco de morte da mãe e feto. Ao fim do procedimento retorna ao leito em choque refratário, sem pulsos periféricos, cianótica, com pressão e saturação imensuráveis, bulhas rítmicas abafadas e FC 150bpm, sendo necessário o apoio de drogas vasoativas, Dobutamina, Vasopressina e Noradrenalina. No entanto horas depois a paciente evoluiu a óbito. 

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