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Tomografia Computadorizada: vantagens no diagnóstico clínico

há 6 meses     -     
Tomografia Computadorizada: vantagens no diagnóstico clínico


Estudar através da análise de Casos Clínicos traz diversas vantagens na apredizagem.
Se você ainda tem alguma dúvida, vem analisar esse caso.
 

Paciente 55 anos, com dor abdominal em andar superior do abdome há 48 horas, com piora progressiva do quadro.
Apresentou 3-4 episódios de vômitos "aquosos".

Ao exame físico apresentava-se discretamente taquicárdico (110 bpm) e febril (37,9 graus).

O abdome apresentava uma leve distensão e dor difusa a palpação sem sinais de irritação peritoneal.
No histórico clínico o paciente referia diagnóstico de litíase biliar. Negava interrupção de flatos.

O laboratório apresentava Leucograma de 14.000 cel/mm3 sem desvio. Bilirrubina total: 1,3 mg/dl com Direta: 0,6 mg/dl. Lipase: 2211(0?60). Amilase: 804 (0?100).

Leia Mais: O estudo através da análise de Casos Clínicos

Qual o diagnóstico?
Quais os achados de imagem?

 


O diagnóstico correto é:  Pancreatite aguda.

 

O diagnóstico de pancreatite é clínico e baseado em sinais físicos e sintomas, bem como níveis séricos de enzimas pancreáticas.

Qual é então o papel da radiologia na sua condução?
 

  • Afastar outras condições intra-abdominais como causa da dor abdominal, a exemplo da obstrução intestinal, infarto mesentérico ou perfuração, coleciste aguda ou ainda apendidite;
  • Confirmar o diagnóstico e identificar as causas (no caso em questão, cálculos biliares);
  • Avaliar a morfologia pancreática local;
  • Identificar e gerir complicações.

Veja o Curso de Radiologia e Diagnóstico por Imagem na Prática Clínica

 
A tomografia computadorizada abdominal também fornece informações prognósticas baseadas na seguinte escala de classificação desenvolvida por Balthazar:
 

  • Grau A - Pâncreas normal 
  • Grau B – Aumento focal ou difuso do pâncreas  
  • Grau C - Anormalidade pancreática intrínseca (realce heterogêneo)
  • Grau D - Colecção única mal definida ou alteração inflamatória (densificação da gordura)
  • Grau E - Duas ou mais coletas mal definidas ou a presença de gás dentro ou perto do pâncreas.

Há outros exames de imagem que poderiam substituir a tomografia?


A ressonância magnética também poderia ser utilizada.  Porém, pelo alto custo e tempo gasto na realização do exame, é preterida em relação a tomografia.
A radiografia é muito inespecífica e a ultrassonografia pode ser útil na avaliação da vesícula biliar, porém não fornece dados do “realce do pâncreas pelo meio de contraste” e sua realização é difícil em pacientes geralmente com distensão abdominal.

Caso Clínico | Tomografia ou Ressonância: qual o melhor exame de imagem?
 

Voltando ao caso relatado aqui, trata-se de um caso de pancreatite aguda Grau de provável natureza biliar, como aponta a tomografia.
Dica: cálculos biliares nem sempre são visíveis na tomografia, porém o paciente já possuía esse dado na história clínica.

 


Gostaram?
Logo voltamos com a análise de mais um caso para afinar seu raciocínio clínico!




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