CEGUEIRA NOTURNA

há 1 ano     -     
CEGUEIRA NOTURNA

Paciente de 65 anos, sexo masculino, natural do interior. Atendido no serviço de saúde levado pela sobrinha. Acompanhante relatou perda de visão pelo paciente, que, no momento da entrevista, negou essa informação e afirmou que estava enxergando. Segundo ele, sua única queixa era tontura de início súbito. No momento da entrevista, o paciente também afirmava estar enxergando, mas não sabia dizer o que via e não identificava pessoas e objetos próximos. Quando questionado sobre o ano atual, afirmou estarmos em 1951, sugerindo que suas informações não são confiáveis, seja por alteração do conteúdo de consciência ou por déficit cognitivo. Segundo o acompanhante, o paciente é tabagista, etilista e hipertenso. História familiar conhecida: diabetes. Mora em casa com saneamento precário, junto de esposa e três dos quatro filhos. Possuem cães e pássaros de estimação. Sob uso de AAS e sinvastatina.

Ao exame:

FC: 62 bpm

FR: 20 irpm

PA: 160/100

Plegia de MID e paresia de MIE devido a paralisia infantil. Força em MMSS preservada.

Pupila direita discórica e não reativa.

Abdome: contraído pelo próprio paciente no momento do exame, sem visceromegalias, indolor, RHA +.

ACV: RCR 2T bulhas hipofonéticas.

AR: MVF pouco audível, com sibilos teleinspiratórios.

Mucosas coradas, hidratadas, anictérico, acianótico.

Hemograma normal.

TCC:

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