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Medicina| Dilemas do sexto ano

há 10 meses     -     
Medicina| Dilemas do sexto ano


A você, colega sexto-anista, que está prestes a se formar na faculdade: parabéns.

Não é fácil passar por esses seis - ou até mais do que seis - longos anos.
Foi muito estudo, noites mal dormidas, o pesadelo da bioquímica no primeiro ano, as brigas pra dividir plantões...

Mas, claro, o fim deste ciclo da sua vida marca também o início de uma fase: a de sua carreira como médico.
O que significa que este é um momento de muuuitas dúvidas para você, meu caro sexto anista...


 
1. SERÁ QUE EU APRENDI TUDO QUE DEVERIA NESTES SEIS ANOS

Um dos sentimentos mais comuns que surgem na reta final de faculdade é justamente a sensação de que não estamos prontos.

Será que realmente estou preparado para ser médico? Para tratar da saúde de um paciente? Para me responsabilizar sobre a vida de alguém?

Calma. É normal se sentir assim, mas você não está sozinho!
Acredite, nós saímos da faculdade com bastante conhecimento, apenas não temos a percepção de que sabemos tanto.

Assim, fazer uma residência em uma boa instituição é algo que trará mais segurança nesse começo de vida médica. Mas, se você for se jogar de vez no mercado de trabalho, lembre-se de escolher um lugar onde possa ter contato com profissionais mais experientes, que possam te dar uma mão quando você precisar.

E daí surge outra dúvida...
 
2. FAZER PROVA DE RESIDÊNCIA OU TRABALHAR 1 ANO?

Há muitas pessoas que terminam a faculdade sem ter muita certeza de qual especialidade seguir, então decidem tirar um ano para trabalhar e juntar uma grana enquanto pensam no assunto.
Não vejo problema em fazer isso, também acabamos acumulando experiência e maturidade trabalhando.

Contudo, se você estiver pensando em parar um ano por que acha que não vai passar na prova direto e precisa estudar melhor, então te digo: é melhor não.

Se você já sabe qual especialidade você quer seguir, então tente já entrar logo de cara nessa residência! A oferta de empregos para médicos recém-formados diminuiu significativamente.
Mesmo os lugares que ainda oferecem vagas, oferecem também salários muito baixos ou precárias condições de trabalho.

Reforço o que eu já disse antes: se você não sabe que residência fazer, não é ruim trabalhar por um ano!
Mas não dá para negar que está mais difícil hoje arrumar bons lugares para dar plantões do que alguns anos atrás.
Então, se há a chance de entrar logo de cara na residência, vale a pena tentar!

Mas e aí...?

3. QUAL RESIDÊNCIA PRESTAR?

Ao longo do internato, a gente tem a oportunidade de entrar em contato com várias áreas,
o que já nos permite perceber com que áreas temos maior afinidade e qual temos certeza que não queremos prestar DE JEITO NENHUM.

Mas, mesmo assim, pode ser que você encontre várias especialidades que pareçam bacanas
... ou talvez todas tenham alguma desvantagem
... ou quem sabe você esteja com receio de seguir determinada área em razão das dificuldades que essa determinada residência vai impor...

Deixo aqui uma dica que me ajudou muito:
converse não só com pessoas que estão AGORA fazendo residência; ou melhor, fale com elas também, mas tente bater um papo com médicos que já se formaram nessa especialidade.

A residência é passageira e logo acaba, o importante é focar em como será sua vida após a residência.

Bem, definida qual a especialidade que você quer, a questão que surge é:
 
4. ONDE PRESTAR A PROVA DE RESIDÊNCIA?

Há muitos fatores a considerar antes de tomar essa decisão.
  • Quais as instituições próximas ao local onde você mora?
  • Você estaria disposto a mudar de cidade ou talvez até de estado para fazer residência em outro lugar?
  • Qual é mesmo a especialidade você quer?
  • Qual subespecialidade você almeja?
Em primeiro lugar, é importante definir a especialidade em que você está interessado e, a partir daí, saber quais instituições oferecem uma boa residência nessa área.
Iisso é algo que dá para descobrir conversando com médicos mais velhos na sua faculdade mesmo.

Outro ponto a considerar é se você já tem ideia de qual subespecialidade seguir.
Por exemplo, se você quer fazer Cardiologia dentro de Clínica Médica, então é legal saber qual instituição vai oferecer um bom suporte para esse R3 de Clínica Médica em Cardiologia.

Outros pontos a se considerar: você acha importante fazer em um lugar que tenha prestígio? Em um lugar que tenha tradição? Que tenha nome?

Nesse processo, é essencial conversar com pessoas mais velhas, preferencialmente pessoas que fizeram a residência em locais diferentes, para ter um panorama melhor sobre essa situação.
 
5. FAÇO CURSINHO AGORA OU NÃO?

Se você vai terminar a faculdade no meio do ano ou alguns meses antes do início da temporada de provas, talvez haja alguma dúvida se vale a pena fazer um intensivo de algum cursinho para a residência.

O que costuma desencorajar as pessoas é, claro, o preço exorbitante normalmente cobrado por esses cursos, além do receio de pagar por um material que, talvez, não dê tempo de ser aproveitado ao máximo.

De qualquer forma, lembre-se de que, fazendo cursinho ou não, o que é necessário para passar na residência é DISCIPLINA.
Separar um tempo certo para estudar, preparar um cronograma e ter foco no que e como estudar.
Mas não dá para negar que um (bom) cursinho vai ajudar e facilitar bastante nesse processo...

O ideal, claro, seria ter um curso que não fosse caro, com material conciso e objetivo, para estudar nessa reta final de preparação para a residência.
 
Você está no sexto ano agora? Quais são seus dilemas? Escreva nas nossas páginas o que acharam do nosso artigo, e quais outras dúvidas surgem nessa reta final de faculdade!
 
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