Dor

há 1 ano     -     
Dor

Por muito tempo a vitalidade de um paciente era avaliada baseada em 4 parâmetros: pressão arterial, temperatura, frequência cardíaca e respiratória. No entanto, com o passar dos anos, notou-se que a dor era algo prevalente na população em geral principalmente na ativamente econômica, também se observou que ela é uma das principais causas que leva o individuo a procura de atenção médica, pois está relacionada a saúde do paciente, na qualidade de vida, levando a alterações psicológica e prejuízos sócio econômico individual e social. 

 

Isso ocorre, porque a dor pode ser limitante e incapacitante em sua manifestação. De acordo com Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP), a dor é definida como “uma experiência sensorial e emocional desagradável que é associada a lesões reais ou potenciais ou descrita em termos de tais lesões. A dor é sempre subjetiva e cada indivíduo aprende a utilizar este termo por meio de suas experiências”.

 

 Com estes fatos houve a necessidade de reconhecer a dor como 5° sinal vital, sendo ela citada pela primeira vez em 1996 por James Campbell (Presidente da Sociedade Americana de Dor) que defendia seu argumento afirmando que se a dor fosse aliviada com o mesmo zelo como os outros sinais vitais, haveria melhor chance de promover tratamento adequado.

 

Portanto, para que a dor seja devidamente identificada e tratada como qualquer alteração dos demais sinais vitais, a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, propõem como medidas iniciais a serem adotadas pelas instituições de saúde:

 

·         Adotar rotina de avaliação de ocorrência e intensidade da dor para todos os pacientes usando uma escala visual analógica (EVA);

 

  • Documentar a ocorrência de dor e de sua intensidade para todos os doentes;
  • Documentar as intervenções planejadas para o tratamento e controle da dor, bem como o período determinado para a reavaliação.

Além dessas medidas iniciais é fundamental:

 

  • Realizar planejamento para o seu efetivo desenvolvimento, preferencialmente designando uma membro da equipe que fique responsável pela coordenação da implantação do 5° sinal vital;
  • Estabelecer um plano de ação com prazos e designação de responsáveis para a sua implantação em todas as unidades da instituição;
  • Definir a folha de registro da avaliação, intervenção e reavaliação;
  • Definir o instrumento de avaliação (EVA) que será utilizado;
  • Estabelecer normas e procedimentos para avaliação e reavaliação da dor para os pacientes em que a dor seja identificada;
  • Educar a equipe de saúde quanto a avaliação da dor (componentes de uma avaliação, aplicação da EVA, registro adequado e reavaliação) e seu manejo (intervenções farmacológicas e não farmacológicas);
  • Desenvolver um plano para educação do paciente e seus familiares quanto a avaliação e o manejo da dor.

 

É importante ressaltar que a dor tem um caráter multidimensional que deve ser avaliado e que seu alívio leva a um bem estar físico e emocional do paciente que está amplamente relacionado a sua recuperação.

 

Referências

ü  Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED ).

ü  International Association for the Study of Pain (IASP).

 

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