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Enfermagem Psiquiátrica: Transtorno Obsessivo Compulsivo

há 1 ano     -     
Enfermagem Psiquiátrica: Transtorno Obsessivo Compulsivo

Autores: Victor e Nayara 

Artigo feito no 7º Período

Introdução

        Pesquisas mais recente sobre a procura de pacientes com TOC, e a clareza sobre tal doença, foi despertado uma analise sobre assunto de uma abordagem mais especifico. Dentre as doenças neurológicas e problemas na psique foi descrito pelo professor da Estácio de Sá uma procura sobre assunto.

Segundo aos autores Maria e Marcos¹, o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é caracterizado pela presença de obsessões e/ou de compulsões. A relativa simplicidade do diagnóstico categorial sugeriria tanto uma precisa delimitação nosográfica, quanto uma homogeneidade do quadro. No entanto, resultados de pesquisas recentes têm enfatizado dois conceitos. O primeiro refere-se à heterogeneidade do quadro. O segundo refere-se à concepção de que o TOC poderia ser estudado a partir de uma visão dimensional e contínua, ou seja, dentro de um espectro obsessivo-compulsivo.

Sendo assim, para o aprofundamento do conhecimento do TOC é necessário buscar subgrupos mais homogêneos de pacientes. As peculiaridades da apresentação do TOC na infância e adolescência sugerem que o início precoce dos sintomas delimitaria um subtipo de pacientes.

As prevalências de estudos epidemiológicos em adolescentes revelaram taxas entre 1,9% e 3,0% nos Estados Unidos e entre 2,3% e 4,1% em outros países.1 A distribuição entre os sexos parece variar de acordo com as diversas faixas etárias, sendo que em crianças há uma preponderância de meninos. No presente artigo, procurou-se desenvolver os aspectos mais importantes e atuais na avaliação de crianças e adolescentes com TOC.

Historia da Doença

Os sintomas do TOC são descritos na literatura médica desde o século XIX, e provavelmente sempre acompanharam o homem. Há 40 anos, foram descobertos tratamentos farmacológicos eficazes para o transtorno, e o problema vem sendo investigado mais profundamente.

Até os anos 50, o TOC era considerado raro, com uma ocorrência estimada em 0,05% na população geral. Atualmente, sabe-se que esse número está em torno de 2% a 3%, ocupando o quarto lugar entre os transtornos psiquiátricos mais freqüentes (perde apenas para as fobias, o abuso de substâncias e a depressão maior). 
A causa do distúrbio ainda é desconhecida, mas os especialistas acreditam que sua origem seja múltipla. A ideia mais aceita é que o TOC seja o resultado da interação entre uma predisposição genética, portanto herdada, e fatores ambientais (sociais, infecciosos) e psicológicos. Investigações neurobiológicas sugerem que determinadas regiões cerebrais (denominadas córtex orbital pré-frontal, córtex do cíngulo anterior, gânglios da base e tálamo) estejam envolvidas no mecanismo do transtorno (estudos de neuroimagem em portadores do TOC mostram aumento do metabolismo da glicose, indicando aumento da atividade cerebral, do córtex orbito frontal e do núcleo caudado).

Os pacientes demoram, em média, 17 anos até receberem um diagnóstico correto, em parte por dificuldade de expor os seus sintomas aos profissionais de saúde. Porém, uma vez reconhecida o transtorno, as chances de melhora com a terapia convencional são de aproximadamente 60% a 80%. Após a suspensão do tratamento, a taxa de recaída é alta, o que pode ser atenuado pela combinação com a terapia comportamental.²

Etiologia

As causas do TOC não estão bem esclarecidas. Certamente, trata-se de um problema multifatorial. Estudos sugerem a existência de alterações na comunicação entre determinadas zonas cerebrais que utilizam a serotonina. Fatores psicológicos e históricos familiares também estão entre as possíveis causas desse distúrbio de ansiedade.³

           Os neurotransmissores representam os mensageiros do cérebro. Eles são substâncias químicas que permitem que os neurônios passem sinais entre si e para outras células do corpo, o que os torna importantíssimos em nossas funções vitais. Há muitas funções e muitos neurotransmissores, mas um deles merece destaque: a serotonina
 

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           A serotonina é um neurotransmissor produzido no tronco encefálico, no núcleo da rafe, e desempenha papel em muitas partes do organismo.4 

Sinais e Sintomas

Existem dois tipos de TOC:

a) Transtorno obsessivo-compulsivo subclínico – as obsessões e rituais se repetem com frequência, mas não atrapalham a vida da pessoa;

b) Transtorno obsessivo-compulsivo propriamente dito: as obsessões persistem até o exercício da compulsão que alivia a ansiedade.

Em algumas situações, todas as pessoas podem manifestar rituais compulsivos que não caracterizam o TOC. O principal sintoma da doença é a presença de pensamentos obsessivos que levam à realização de um ritual compulsivo para aplacar a ansiedade que toma conta da pessoa.

Preocupação excessiva com limpeza e higiene pessoal, dificuldade para pronunciar certas palavras, indecisão diante de situações corriqueiras por medo que uma escolha errada possa desencadear alguma desgraça, pensamentos agressivos relacionados com morte, acidentes ou doenças são exemplos de sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo.

Em geral, só nove anos depois que manifestou os primeiros sintomas, o portador do distúrbio recebe o diagnóstico de certeza e inicia do tratamento. Por isso, a maior parte dos casos é diagnosticada em adultos, embora o transtorno obsessivo-compulsivo possa acometer crianças a partir dos três, quatro anos de idade.

Na infância, o distúrbio é mais frequente nos meninos. No final da adolescência, porém, pode-se dizer que o número de casos é igual nos dois sexos.³

Teorias Familiares

Muitas pessoas da família se sentem frustradas e confusas perante os sintomas do TOC. Não sabem como ajudar. Se você tem alguém na família, ou um amigo com TOC, a sua tarefa primeira e mais importante é aprender o máximo possível sobre o transtorno, suas causas, seu tratamento. 
Ao mesmo tempo, deve se certificar que a pessoa com o TOC tem acesso às informações sobre a doença.
           Ajudar o doente a compreender que existem tratamentos úteis já é um grande passo em direção à sua recuperação. Quando uma pessoa com TOC se recusa a receber tratamento, a família se vê em dificuldades. Continue oferecendo material educativo. Em alguns casos, pode ser útil fazer uma reunião de família e discutir o problema, como se faz quando existe um problema de alcoolismo e a pessoa não quer se tratar.5

Diagnóstico

Vários transtornos precisam ser considerados quando se avalia pacientes com TOC. Em relação aos transtornos de ansiedade, crianças que apresentam obsessões somáticas (idéias obsessivas de doença) podem ter seus sintomas confundidos com sintomas do transtorno de pânico. Os sintomas de ansiedade autonômica, freqüentemente relacionados aos SOC, também são encontrados nos outros transtornos de ansiedade, dificultando o diferencial. O transtorno de ansiedade de separação também pode ser confundido com o TOC quando o medo da ausência dos pais se mistura com a preocupação de que algo ruim aconteça a eles.

A semelhança entre obsessões e idéias prevalentes, por vezes, é muito grande. Classicamente, as idéias obsessivas têm um caráter egodistônico, são reconhecidas pelo sujeito como sendo próprias porém absurdas ou, no mínimo, exageradas e são refutadas ao máximo pelo paciente. Já a idéia delirante é considerada egossintônica, fazendo parte do sujeito. Quando a criança é pequena, a capacidade em discriminar o conteúdo egodistônico ainda não foi desenvolvida, o que dificulta o diagnóstico.¹

Tratamentos

O tratamento pode ser medicamentoso e não medicamentoso. O medicamentoso utiliza antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina. São os únicos que funcionam.

A terapia cognitivo-comportamental é uma abordagem não medicamentosa com comprovada eficácia sobre a doença. Seu princípio básico é expor a pessoa à situação que gera ansiedade, começando pelos sintomas mais brandos. Os resultados costumam ser melhores quando se associam os dois tipos de abordagem terapêutica.

É sempre importante esclarecer o paciente e sua família sobre as características da doença. Quanto mais o par estiver do problema, melhor funcionará o tratamento.³

Prognóstico

Em cerca de 50% dos casos de TOC o início é abrupto, e em até 70% o mesmo se dá após eventos vitais estressores (gravidez, morte de parente, etc.). Quando o problema se inicia, há uma preocupação em mascarar, esconder os sintomas, o que faz com que haja uma demora em média de 5 a 10 anos até que a pessoa procure um tratamento. Este tempo parece estar se encurtando devido à progressiva conscientização do transtorno e sua exibição nos meios de comunicação.

           Dos pacientes com TOC que se tratam, 20 a 30% ficam sem sintomas, 40 a 50% atingem melhora parcial e 20 a 40% permanecem doentes ou até pioram seus sintomas.6

Nanda

Domínio 9 – Enfrentamentos/tolerância ao estresse

Classe 2 – Resposta de enfrentamento

Ansiedade relacionado hereditariedade(?) evidenciado por  confusão

Domínio 9 – Enfrentamentos/tolerância ao estresse

Classe 2 – Resposta de enfrentamento

Ansiedade relacionado necessidade não satisfeitas evidenciado por inquietação

Domínio 9 – Enfrentamentos/tolerância ao estresse

Classe 2 – Resposta de enfrentamento

 

Ansiedade relacionado crises situacionais evidenciado afobado

Referências Bibliográficas

1. Maria Conceição do Rosario e Marcos T Mercadante. Transtorno obsessivo-compulsivo. Rev. Bras. Psiquiatr. vol.22  s.2 São Paulo Dec. 2000

2. Eurípedes Miguel, Roseli Shavitt e Maria Alice. http://www.neurociencias.org.br/pt/556/transtorno-obsessivo-compulsivo/

3. Dr. Drauzio Varella. http://drauziovarella.com.br/letras/t/toc-transtorno-obsessivo-compulsivo/

4. Ana Paula Araujo. http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/13437-conheca-sete-funcoes-da-serotonina-no-organismo/#carousel-galeria

5. Maria Ângela. Terapia Cognitiva-Comportamental para o TOC. http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=81

6. Dr. Alexandre A. Loch. T.O.C. http://www.psiq.med.br/index.php?opcao=ver_tema&id_tema=9&id_cat=9

 

 

 

 

 

 

 

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