Escala de Mallampati

há 1 ano     -     
Escala de Mallampati

Uma das funções do médico Anestesiologista, durante a avaliação pré-anestésica, é avaliar a via aérea do paciente e prever a dificuldade de intubação traqueal. Existem situações associadas a dificuldade de intubação como trauma de vias aéreas e/ou face, instabilidade de coluna cervical, queimaduras, anormalidades congênitas e tumores. Entretanto, há pacientes nos quais a dificuldade de intubação não é tão óbvia e a intubação poderá ser difícil, inesperada e complicada, fazendo com que a situação fique mais dramática e com maiores riscos de morbidade e mortalidade ao paciente.

Sendo assim, Mallampati e cols., em 1985, demonstraram que indivíduos nos quais, em posição sentada, com o observador em frente e com o olhar ao nível dos olhos, apenas o palato mole é visível quando em abertura máxima da boca e protrusão máxima da língua, a intubação será provavelmente difícil. Por outro lado, naqueles em que, sob as mesmas condições é possível observar ainda a úvula e os pilares amigdalianos, prevê-se facilidade na intubação traqueal.

Apenas dois anos depois, Samsoon e Young propuseram modificar o teste e estabeleceram 4 classes para o Mallampati Modificado, sendo que a classe III e IV são considerados preditores de via aérea difícil. As quatro classes são:

 

·         Classe I - palato mole, fauce, úvula e pilares amigdalianos visíveis;

 

·         Classe II - palato mole, fauce e úvula visível;

 

·         Classe III - palato mole e base da úvula visível;

 

·         Classe IV - palato mole totalmente não visível.

 

 

 

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