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Historicidade da Higienização das mãos

há 1 ano     -     
Historicidade da Higienização das mãos

Victor Augusto de Castro*

* Graduado em Teologia pela Universidade da Bíblia e Bacharelado em Educação Física pela Estácio de Sá. Atualmente, cursando Enfermagem pela Faculdade Estácio de Sá

            A descoberta científica sobre lavagem das mãos e sua importância tem sido descoberta antes mesmo do cientista Ignaz Philipp Semmelweiss. Embora o hábito de lavar as mãos seja cotidiano para todos os profissionais de saúde atualmente, há uma anulação do conteúdo usado pelos cientistas sobre o passado.

            Antigamente, a cerca de 2000 a.C havia um povo(hebreus) que tinha sido liberto do Egito e foi em peregrinação ao monte Sinai(Horebe), onde iriam celebrar e adorar ao Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó que futuramente seria chamado de Deus de Israel. Neste deslocamento houve um momento onde que um homem chamado Moisés foi ter com Deus no monte, que por sua vez recebeu do Senhor às tabuas dos 10 mandamentos.

            Só que não foi somente isto que ele havia recebido, mas também leis que ele havia aprendido ao longo da sua vida que trouxe aos hebreus em orientação o que Deus tinha conversado com ele, num período de 40 dias e 40 noites que ficara naquele monte. 

            As instruções recebidas foram ditadas e escrita num livro chamado de Torá(para os judeus) e Pentateuco(para os cristãos). Estas palavras fizeram dos hebreus um povo juridicamente/espiritualmente/economicamente/fisicamente mais avançado do que qualquer outro povo que existia naquela época na face da terra.

            Dentro da Torá existem leis de purificação que são semelhantes aos cuidados retratados a higienização do corpo e também para as mãos. Em Levíticos do capítulo 8-16 falam dos sacerdotes até os estados que a pessoa se consideraria uma pessoa limpa.

            Sendo assim, os sacerdotes são comparados aos médicos e enfermeiros de atualmente que tinha esse cuidado até mesmo com a contaminação do povo. Eram técnicas e procedimentos inovadores. Está escrito em Levíticos 13:58: Mas a roupa ou fio urdido ou tecido ou qualquer coisa de peles, que lavares, e de que a praga se retirar, se lavará segunda vez, e será limpa.

            Os termos usados no passado eram limpos para pessoas que estavam livres de infecção, ou qualquer contaminação, e imundo para pessoas que estão contaminadas que deveriam recorrer ao sacerdote e seguir suas orientações (ver Levíticos 8-16).

            Já no mesmo livro dos cristãos, a Bíblia, há uma parte onde os mestres de leis e saduceus – pessoas doutas da época – interrogaram Jesus sobre a lavagem das mãos antes de se alimentar. Isso foi 2000 anos posterior o que foi dito por Moisés ao povo hebreu. Está escrito em Mateus 15:1-4: Então chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos quando comem pão. Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós, também, o mandamento de Deus pela vossa tradição? Porque Deus ordenou, dizendo: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, certamente morrerá.

            Com abertura para pensamentos positivos em relação aos fatores históricos e comprovados biblicamente temos também um sentido positivo que foi perdido, ou então, não mencionado pelas autoridades cientificas. O que foi dito pelos mestres de leis e saduceus comprova que eles tinham hábito de lavar as mãos.

            Portanto, a descoberta científica em 1850 por Ignaz Philipp Semmelweiss acabou sendo tardiamente, sendo precedida de povos mais antigos. Mas, mesmo assim, fica marco cientifico deste médico obstetra que conseguiu identificar o que os sacerdotes já tinham sido orientados pelo Deus de Moisés.

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