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Medicina regenerativa para os casos de diabetes

há 1 ano     -     
Medicina regenerativa para os casos de diabetes


Os vários tipos de diabetes se caracterizam pela diminuição da quantidade de células beta, que são responsáveis pela produção da insulina, o hormônio que regula os níveis de glicose no sangue.

Temos dois tipos principais: no diabetes tipo 1 ocorre uma diminuição dramática devido à destruição destas células pelo sistema imunológico, enquanto no diabetes tipo 2 esta diminuição ocorre mais gradativamente e é provocada pelo excesso de trabalho das células beta, que tem que produzir constantemente grandes quantidades do hormônio, tentando compensar a resistência à insulina presente nessas pessoas.

A diminuição de células beta ocorre também em outras formas de diabetes, como no diabetes gestacional e no diabetes causado por enfermidades pancreáticas.

Uma das grandes dificuldades neste campo é que a célula beta de seres humanos adultos raramente se multiplicam. Ocorre a proliferação das células beta no período embrionário e em intensidade decrescente até os cinco anos de idade, época na qual o número de células beta presentes representam o estoque que o indivíduo terá disponível ao longo da vida.
 
  • Solução Encontrada
Através de diversas metodologias, os pesquisadores demonstraram, de modo inequívoco, que a aminopyrazina, quando administrada em animais de experimentação nos quais parte das células beta havia sido destruída, era capaz de restaurar o número de células beta, revertendo o diabetes.

Em uma série de experimentos posteriores, no sentido de investigar como a aminopyrazina produzia seu efeito, ficou demonstrado que este era devido à inibição de duas proteínas importantes para impedir que a célula entre no ciclo de divisão celular: DIRK1A e GSK3B (Nature Communications 6, Article number: 8372 (2015).

A importância desta pesquisa para a medicina é a demonstração de que é possível induzir a multiplicação de células humanas adultas com substâncias não tóxicas, derrubando o mito de que as células beta não são capazes de se multiplicar após os cinco anos de idade.

Há ainda um longo caminho para que a aminopyrazina possa ser transformado em medicamento. Como as proteínas DIRK1A e GSK3B existem em outras células é preciso demonstrar que a aminopyrazina não induz a proliferação de outras células além das células beta ou, seguindo as pistas deixadas por este estudo, descobrir outras substâncias que sejam mais específicas.

Mas de qualquer forma estamos num grande avanço!
 
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