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Ministério do Planejamento comunica aumento de concursos e vagas para 2018

há 10 meses     -     
Ministério do Planejamento comunica aumento de concursos e vagas para 2018


Depois da notícia de que os concursos públicos estariam suspensos em 2016 e 2017, devido a rombos milionários nas contas públicas e – consequentemente - vivermos um período de seca de bons certames, o ministério do Planejamento declarou no fim de outubro que o governo voltará a organizar grandes processos seletivos em 2018.

De acordo com matéria da revista Exame, o presidente da Anpac (Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos), Marco Antônio Araújo Júnior, afirma que esse anúncio precisa ser visto com cautela por parte dos concurseiros.

“São discursos de teor fortemente político, querem transmitir o recado de que o país está superando a crise”, diz ele. Para ele, os processos continuaram acontecendo, mas de forma reduzida e com menos vagas do que o normal ou necessário pelos órgãos.
Apesar disso, o profissional destaca que a fala reforça o que já era previsto: o cenário de Concursos irá se aquecer em 2018. A tendência é que os concursos voltem a acontecer corriqueiramente, e que, devido à menor quantidade de oportunidades em 2016/2017, deve haver o que se chama de “enxurrada de vagas” nos próximos semestres.

Seleções tradicionais, como da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, estão atrasadas. Outro concurso, por exemplo, é o da Receita Federal, que não abre vagas desde 2014 e precisará repor servidores que faleceram ou deixaram seus cargos.
Um ponto de lembrança é que a reforma da previdência incentivou a aposentadoria adiantada de muitas pessoas que, portanto, deixaram seus cargos vacantes nos órgãos.

Para o começo de 2018 já estão previstas seleções bastante aguardadas, como da Advocacia Geral da União (AGU), Ministério Público da União (MPU), STF (Supremo Tribunal Federal) e STJ (Superior Tribunal de Justiça). São concursos difíceis — e que a concorrência deve ser especialmente acirrada.

Segundo Araújo, a percepção de que a reforma trabalhista pode prejudicar a estabilidade de quem trabalha na iniciativa privada provavelmente levará a uma corrida por empregos públicos. “O número de inscritos deve disparar, mas a maioria será composta de pessoas que nunca prestaram concursos e não estão bem preparadas”, afirmou ele.

A explosão da concorrência não deve e nem pode assustar o Concurseiro experiente, porque a taxa de absenteísmo (proporção de candidatos que faltam à prova) está em ritmo ascendente no Brasil. No último concurso da Receita Federal, foram 53% dos inscritos os que não compareceram ao exame.

É importante saber também, que além de faltarem, muitos candidatos não estão em condições reais de disputar uma vaga. De acordo com os dados fornecidos pelos últimos concursos, a proporção média de pessoas com chances de concorrer gira entre 3% e 5% para os certames mais cobiçados.

Cada vez mais pessoas estão entendendo que concurso público é um projeto de longo prazo e que exige dedicação e estudo. A melhor forma de enfrentar a concorrência em 2018 é investir em preparação contínua. Quem parou de estudar por causa da desaceleração dos concursos nos últimos anos terá menos chances.

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