O transplante de órgãos é realmente a cura?

há 1 ano     -     
O transplante de órgãos é realmente a cura?

Um erro bastante recorrente é a visão do transplante de órgãos como a cura de determinada doença. Esse pensamento está equivocado, pois o paciente necessita usar medicamentos e fazer acompanhamento com um médico durante toda a vida, buscando manter o novo órgão funcionando pelo maior tempo possível. Dessa forma, o transplante constitui uma forma de tratamento que, caso não seja feito de forma adequada, os benefícios esperados não são alcançados.

Os medicamentos utilizados no acompanhamento pós-transplante são denominados imunossupressores. Eles agem com o objetivo de reduzir o combate do sistema imune ao órgão transplantado, uma vez que este é reconhecido como um corpo estranho no organismo do receptor. Além disso, essas medicações devem ser tomadas da forma prescrita, seguindo os horários, as orientações e os cuidados, em uso contínuo, ou seja, diariamente. Quanto à questão das consultas médicas, elas também são essenciais, uma vez que a dosagem da medicação de cada paciente deve ser individualizada.

Essa visão do transplante é muitas vezes ignorada pelo paciente que busca nele a solução para todas suas mazelas. Entretanto, esse pensamento errôneo pode ser a gênese de um mal acompanhamento da doença pelo indivíduo, que passa a acreditar que não precisa do auxílio médico.

Portanto, o transplante é um tratamento que confere uma maior liberdade ao paciente e uma melhor qualidade vida, mas ainda assim não deve ser visto como cura, de forma que a colaboração e a adesão do paciente são imprescindíveis para o seu bom funcionamento.

VEJA TAMBÉM

Câncer de Cabeça e Pescoço

Glioblastoma Multiforme Na Infância

Corpus callosum lipoma

  • 4 Publicações