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Estudo INTERHEART: atividade física e raiva ou perturbação emocional como gatilhos do infarto agudo do miocárdio

há 1 ano     -     
Estudo INTERHEART: atividade física e raiva ou perturbação emocional como gatilhos do infarto agudo do miocárdio


O esforço físico, a raiva e os distúrbios emocionais são vistos como desencadeadores do infarto agudo do miocárdio (IAM). No estudo INTERHEART, pesquisadores exploraram a associação da atividade física aguda e da raiva ou de perturbações emocionais no desencadeamento do IAM para quantificar a importância desses gatilhos potenciais em uma grande população internacional.

O INTERHEART foi um estudo de caso-controle do primeiro IAM em 52 países. Nesta análise, foram incluídos apenas os casos de IAM e usou-se uma abordagem de caso para estimar o odds ratio para um IAM iniciado dentro de uma hora de ocorrência dos gatilhos.

De 12.461 casos de IAM, 13,6% (n=1.650) estavam envolvidos em atividade física e 14,4% (n=1.752) em situações de raiva ou perturbações emocionais no período de uma hora antes do início dos sintomas.

A atividade física no período foi associada a maior chance de IAM (odds ratio 2,31; intervalo de confiança [IC] de 99% 1,96-2,72), com um risco atribuível à população de 7,7% (IC 99%, 6,3-8,8). Raiva ou perturbação emocional no período foi associada com um aumento nas chances de IAM (odds ratio 2,44; IC 99% 2,06-2,89), com um risco atribuível à população de 8,5% (IC 99% 7,0-9,6).

Não houve modificação de efeito por região geográfica, doença cardiovascular prévia, carga de fatores de risco cardiovasculares, uso de medicamentos de prevenção cardiovascular ou hora do dia ou o dia de início do IAM. A atividade física e a raiva ou perturbação emocional no período foram associadas a um aumento na probabilidade de IAM (odds ratio 3,05; IC 99% 2,29-4,07; P para a interação<0,001).

Concluiu-se que o esforço físico e a raiva ou perturbações emocionais são gatilhos associados ao primeiro IAM em todas as regiões do mundo, em homens e mulheres e em todas as faixas etárias, sem efeitos modificadores significativos.

Fonte: news.med.br
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