Pé Diabético

há 1 ano     -     
Pé Diabético

Paciente do sexo masculino, 52 anos, branco, com história de DM há cerca de 20 anos, sem outras comorbidades, procurou o serviço de emergência do hospital, por início, há 10 dias, de dor, eritema, edema e aumento de temperatura no pé direito após trauma leve. Fazia uso irregular de metformina, na dose de 2000 mg ao dia, sem outras medicações. Ao exame físico, apresentava-se em bom estado geral, afebril, com pressão arterial e frequência cardíaca normais. Pé direito com discreto edema, eritema e calor local, que se estendia até o terço distal da perna. No quinto pododáctilo, visualizava-se necrose seca e, em área adjacente, no dorso do pé, lesão ulcerada (6 x 4 cm), exposição de tendão, sem exposição óssea, e com secreção purulenta (figura 1). Pulsos pedioso e tibial posterior presentes em ambos os pés. Na avaliação de outras complicações relacionadas ao DM, identificava-se a presença de retinopatia diabética não proliferativa moderada ao fundo de olho e teste do monofilamento - 10 g com múltiplos erros bilateralmente. Exames laboratoriais evidenciavam 21.210 leucócitos/mm3, sem formas jovens, proteína C reativa de 129 mg/dl (valor de referência [VR]: < 5 mg/dL) e velocidade de hemossedimentação (VHS) de 102 mm/h (VR: < 30 mm/h). Ainda na emergência, foi realizada radiografia do pé direito, que não demonstrava alterações, bem como na cintilografia óssea. Iniciado manejo para infecção de pé diabético, com desbridamento cirúrgico e antibioticoterapia empírica com ampicilina-sulbactam por 14 dias, observando-se diminuição dos sinais flogísticos locais, mas permanência de VHS elevado (> 120 mm/h). Repetida, na ocasião, radiografia do pé direito, a qual novamente não apresentou alterações. Devido à impressão clínica de osteomielite, reforçada pela presença de úlcera de grande área e VHS elevado, foi solicitada ressonância nuclear magnética (RNM) do pé direito. O exame demonstrou, no quinto pododáctilo, hipossinal em T1, com brilho intenso após a injeção do contraste (figura 2), além de hipersinal em T2, achados compatíveis com osteomielite. Nesse momento, realizou-se novo desbridamento cirúrgico, estendendo-se a antibioticoterapia para 6 semanas, com melhora gradual dos achados clínicos.

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