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Pesquisa aponta crescimento no uso de computadores e acessos à rede no setor saúde

há 2 anos     -     
Pesquisa aponta crescimento no uso de computadores e acessos à rede no setor saúde



A infraestrutura básica de tecnologia da informação e telecomunicações na rede de saúde brasileira segue em expansão conforme indica o estudo TIC Saúde 2014, feito pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). 

De acordo com dados da edição mais recente do levantamento, 92% desses estabelecimentos utilizaram computador nos 12 meses que antecederam a pesquisa e 85% acessaram a Internet. Em 2013, tais proporções eram de 83% e 77%, respectivamente.

A
 pesquisa do CGI.br  investiga a adoção das tecnologias de informação e comunicação nos estabelecimentos de saúde e a apropriação desses recursos pelos profissionais do setor. Em 2014, foram entrevistados 2.121 estabelecimentos de saúde públicos e privados de todo o País,  1.067 médicos e 2.037 enfermeiros. A pesquisa foi realizada entre setembro de 2014 e março de 2015.

Entre os profissionais de saúde, o acesso domiciliar ao computador e à Internet segue praticamente universalizado, aponta o estudo. 

Os enfermeiros reportam, no entanto, maior acesso às tecnologias de informação e comunicação (TIC) no ambiente de trabalho do que os médicos: 80% dos enfermeiros e 65% dos médicos têm acesso ao dispositivo em seus locais de trabalho. 

Transição

A pesquisa TIC Saúde 2014 identificou que 52% dos estabelecimentos que utilizaram a Internet nos últimos 12 meses possuem algum tipo de registro eletrônico das informações presentes nos prontuários dos pacientes.

Em 29% dos estabelecimentos, o registro das informações dos pacientes está parte em papel e parte em formato eletrônico, e em 23% é totalmente eletrônico.

Por outro lado, 45% dos estabelecimentos que utilizaram a Internet nos últimos 12 meses fazem os registros totalmente em papel. De acordo com a pesquisa, esta incorporação é mais baixa entre os estabelecimentos com internação, o que pode estar associado à complexidade do registro de informações clínicas neste tipo de local. 

Os dados cadastrais predominam entre as informações de pacientes disponíveis eletronicamente, e estão presentes em 73% dos estabelecimentos de saúde. Já os dados relativos à atenção clínica possuem menor disponibilidade: 31% dos estabelecimentos com Internet declaram ter informações disponíveis eletronicamente sobre alergias, 26% sobre vacinas, 25% sobre sinais vitais e 18% possuem imagens de exames radiológicos.

Em relação à segurança da informação, observou-se que 35% dos estabelecimentos de saúde conectados à rede possuem uma política interna de segurança regida por manual ou documento.

Ações de educação a distância estão disponíveis em 27% dos estabelecimentos de saúde com acesso à Internet no Brasil. Entre os estabelecimentos públicos essa proporção chega a 41%. Atividades de pesquisa a distância são realizadas por 20% dos estabelecimentos, percentual que é maior entre os estabelecimentos públicos (28%). Ainda entre os estabelecimentos com Internet, 21% participam de alguma rede de telessaúde.

No setor público, o percentual de participantes de alguma rede chega a 37%, enquanto apenas 8% dos privados o fazem. Ainda é reduzida a presença de serviços de monitoramento remoto de pacientes (8% dos estabelecimentos de saúde com acesso à Internet).

“O avanço da telessaúde é uma tendência importante, pois mostra o desenvolvimento de políticas públicas alinhadas ao uso de tecnologia. É essencial manter mecanismos de capacitação e treinamento dos profissionais, além de permitir a interação com outros estabelecimentos de saúde e até de atendimento ou diagnóstico remoto de pacientes”, destaca Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

Barreiras

A falta de recursos para investimento em tecnologia é vista por 79% dos médicos e 78% dos enfermeiros como barreira para a implantação de sistemas eletrônicos. Entre os itens apresentados pela pesquisa, os profissionais de saúde veem também a falta de prioridade das políticas públicas (76% dos médicos e 69% dos enfermeiros) e a falta de treinamento (70% dos médicos e 68% dos enfermeiros) como barreiras significativas para a adoção de soluções tecnológicas.

Embora a maioria dos médicos e enfermeiros declare não perceber a diminuição na carga de trabalho por conta do uso de tecnologias, a percepção em relação ao cuidado com o paciente e gestão das rotinas médicas é positiva – para 72% dos médicos e 76% dos enfermeiros, a implantação de sistemas eletrônicos possibilitou a melhora da qualidade do tratamento como um todo.

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