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Procura por orgânicos cresce 30% ao ano

há 2 anos     -     
Procura por orgânicos cresce 30% ao ano


Cerca de 350 agricultores já estão certificados, e vendem 2,3 mil toneladas por mês

A procura por alimentos orgânicos nunca foi tão grande no Espírito Santo. Tanto na Grande Vitória como nas cidades do interior, a demanda pelos produtos livres dos agrotóxicos cresce em média 30% ao ano, oque faz com que as feiras orgânicas também se multipliquem. Segundo dados do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), as feiras e supermercados capixabas comercializam cerca de 2,3 mil toneladas de orgânicos por mês, número que só não é maior por causa do período de estiagem pelo qual o Estado vem passando.

Pelo menos 30 municípios já produzem quantidades expressivas de produtos sem agrotóxicos, totalizando mais de 350 produtores rurais certificados. Para o gerente de Agroecologia e Produção Vegetal do Estado, Aureliano Nogueira, a tendência é que essa produção aumente, muito em função da mudança dos hábitos alimentares. “Isso vêm agregando valor e renda para as famílias do campo e, por conta das novas tecnologias, quebrou-se aquele paradigma de que orgânico era produto com defeito. Tem ainda a questão da sustentabilidade e da diminuição dos danos ao meio ambiente”, diz.

Ainda de acordo com Aureliano, é importante ressaltar que o sistema convencional de produção agrícola (que usa defensivos) segue a legislação, portanto “não está errado”. “Mas o orgânico se mostrou interessante por dois aspectos, tanto por causa da saúde do produtor e do consumidor quanto pela geração de emprego e melhorias econômicas no campo”, afirma.

Venda Direta

Nas cidades, as feiras tem se mostrado excelentes canais de venda direta entre agricultores e consumidores, explica a coordenadora de comercialização de produtos da agricultura familiar do Inca-per, Pierângeli Aoki. “São as formas mais antigas de comercialização direta entre quem produz e quem consome, um instrumento que permite a diversificação da produção da agricultura familiar, valoriza os produtos locais e regionais e possibilita o envolvimento de toda a família”, pontua Pierângeli.

O nutricionista Daniel Ortiz, consumidor das feiras orgânicas da Capital, destaca que o Espírito Santo é um Estado privilegiado por ter esses pontos de comercialização. “Apesar de moramos em uma capital, podemos consumir alimentos orgânicos diretamente dos agricultores. É um privilégio”.

Fonte: A Gazeta – ES
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