Síndrome Ictérica Febril em Puérpera na UTI

há 1 ano     -     
Síndrome Ictérica Febril em Puérpera na UTI
Paciente do sexo feminino, 22 anos, grávida de 24 semanas, apresenta há 10 dias icterícia, febre, mal estar e artralgia. Foi admitida em um hospital de Itanhaém (cidade do Estado de São Paulo) e encaminhada a Santa Casa de Misericórdia de Santos ao apresentar síndrome do desconforto respiratório agudo. O quadro é caracterizado como uma síndrome ictérica febril, ou seja, um quadro infeccioso sem diagnóstico definido Sendo assim, está sendo tratada com Meronem e encontra-se entubada e sedada, com uso de fentanil e propofol. Foi administrado drogas vasoativas (noradrenalina), pois ela evoluiu com choque distributivo. A paciente também encontra-se em quadro de insuficiência renal aguda não dialítica.
A paciente deu a luz a criança, que nasceu viva, com 24 semanas. O RN segue internado na UTI Neonatal.
Dados exame físico: Esclera ictérica e edemaciada, paciente ictérica (++++), edema de membros inferiores;
FC = 102 bpm e SpO2 = 98%
Hipóteses Diagnósticas levantadas: Hepatite? Leptospirose? Dengue? Foram solicitados exames de sangue e de urina e ECO.
Resultados:
ECO - normal;
Hemograma - discreta diminuição da hemoglobina;
Leucograma - leucocitose com desvio a esquerda, contendo metamielócitos e bastonetes;
CPK - normal;
TAP - normal;
Albumina diminuída;
Proteína C Reativa - elevada;
Fibrinogênio - normal;
Bilirrubina direta elevada, indireta discretamente elevada, próximo do normal;
Ácido láctico normal;
DHL aumentado;
Lipase normal; GGT, TGO e TGP normais;
Fosfatase alcalina discretamente aumentada;
Urina amarelo escura, porém, sem outras alterações. Dados da gasometria indicam discreta acidose metabólica.
 
Discussão:
Devido ao fato de que a CPK, as outras transaminases e o fibrinogênio estão normais, isso fala contra o diagnóstico de leptospirose. O ácido láctico está em níveis normais, o que demonstra que a paciente está mantendo a perfusão. Foi levantada a possibilidade do diagnóstico ser uma colangite ou uma colestase transinfecciosa, embora, neste último, a bilirrubina não aumente tanto quanto os níveis dessa paciente. Portanto, o diagnóstico segue sem ser realizado, sendo baseado em apenas hipóteses, até o momento.
 
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