Técnicas de Anestesia: generalidades

há 1 ano     -     
Técnicas de Anestesia: generalidades

Os tipos de técnicas anestésicas podem ser classificados levando em consideração o local de atuação dos fármacos: geral, regional e local. As quais serão abordadas a seguir.

 

Geral

Anestesia geral é um estado de depressão geral do sistema nervoso central que envolve hipnose, analgesia, supressão da atividade reflexa e relaxamento dos músculos voluntários por meio de fármacos de atuação cortical. Nesse tipo de cirurgia é necessário realizar desnitrogenização com a utilização de O2 à 100% por aproximadamente 5 minutos a fim de aumentar o tempo de apneia do paciente, permitindo assim intubação do mesmo com pouca variação da saturação de O2 do mesmo, evitando possíveis complicações pelo tempo de apneia. A anestesia geral baseia-se na 1. Hipnose; 2. Analgesia 3. Relaxamento muscular 4. Estabilidade hemodinâmica e neurovegetativa. O objetivo de toda anestesia geral é permitir o procedimento cirúrgico ou diagnóstico, sem promover qualquer dano ou lesão ao paciente. A anestesia geral apresenta três fases: indução, que pode ser venosa ou inalatória; manutenção, que pode ser por bomba de infusão ou também inalatória dependendo do tipo de cirurgia; e recuperação, que ocorre após a cirurgia e tem relação direta com o tempo de meia-vida e excreção de cada fármaco utilizado.

 

 Local

 Na anestesia local, a atuação dos fármacos é direcionada aos receptores de dor no local em que se necessita trabalhar e nos nervos superficiais, sendo utilizada por inúmeras especialidades além da Anestesiologia, principalmente em ambientes de pronto socorro. Esse procedimento é comumente feito com a injeção de anestésico local em pele e tecidos subcutâneo, mas também há em formas de patch, spray, ou gel, dependendo da área de atuação e necessidade. 

Regional

As anestesias regionais são voltadas para atingir determinadas fibras nervosas, bloqueando a dor em uma região especifica do corpo, como perna, braço, rosto ou, até mesmo no abdome. As principais anestesias regionais são a Peridural, a Subaraquinodea e o Bloqueio de plexos nervosos:  braquial, caudal, lombar ou de ramos de nervos periféricos.

 

Na anestesia Peridural, o anestésico é injetado na região peridural, inserindo a agulha até encostar na dura-máter, mas sem furá-la. Nesse local, exerce-se uma pressão negativa, criando um espaço virtual, no qual se injeta o anestésico, levando a anestesia da região abdominal, pélvica e membros inferiores.

 

A anestesia subaracnóidea ou raquianestesia, a agulha é introduzida no espaço subaracnóide, aonde se encontra o liquor cefalorraquidiano, no qual se injeta o anestésico local adicionado ou não de adjuvantes como opioides, resultando em bloqueio motor e anestésico e sensitivo na região abdominal, pelve e membros inferiores.

 

O bloqueio de plexo ou de nervos periféricos permitem a analgesia de uma determinada região especifica do corpo.

O Bloqueio de plexo braquial bloqueia as fibras nervosas de C4 a T1, anestesiando do ombro até ponta dos dedos da mão. O anestésico é injetado na saída das raízes nervosas ou do tronco nervoso. Nos últimos anos a ultrassonografia vem sendo utilizada para identificar estas raízes e direcionar corretamente a agulha, evitando lesões nervosas ou injeção intravascular acidental, de modo a diminuir qualquer tipo de intercorrência.

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