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Tudo Sobre a Carreira de um Médico Radiologista

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Tudo Sobre a Carreira de um Médico Radiologista


 
Tudo Sobre a Carreira de um Médico Radiologista
 
Em homenagem ao Dia do Radiologista (8/11), pedimos que vocês enviassem suas dúvidas (em nosso instagram @carreira_med) sobre essa especialidade que vive em constante mudança e em crescimento. Conversamos com especialista na área para responder as perguntas mais interessantes:
 
1. O que exatamente um radiologista faz dentro do campo da medicina?

O médico radiologista interage muito com o processo diagnóstico. Ele tem que ter um bom entendimento de todas as grandes áreas de medicina: clínica, cirurgia, ginecologia/obstetrícia, pediatria e patologia. Para assim, correlacionar os achados clínicos com os de imagem.
Para ser radiologista deve gostar do desafio da investigação, diagnóstico diferencial, de pensar em hipóteses possíveis em um contexto clínico qualquer. Afeito pela tecnologia, pelas bases físicas dos métodos e pela mudança rápida do conhecimento. É uma especialidade muito ampla e com aplicações em todas demais áreas da medicina.
 
2. Por estarem expostos a radiação, é verdade que os radiologistas estão mais propensos a desenvolver câncer?
 
A dose de radiação envolvida na maioria dos exames de Raios X, principalmente em técnicas digitais, é bem pequena. Por exemplo: um raio X de tórax gera 0,2 mSv (a média de exposição de radiação pelo ambiente para um indivíduo é de 2,4 mSv/ano). Os técnicos de imagem, que estão mais diretamente em contato com os raios, possuem um risco baixo para câncer devido à evolução dos equipamentos de raios X e das técnicas de radioproteção. Além disso, esses profissionais contam com tempo de aposentadoria reduzido e benefícios salariais como insalubridade e periculosidade.
 
3. Como é a atuação de um profissional de radiologia intervencionista?
 
Consiste em intervenções guiadas por imagem. Alguns serviços separam essa subespecialidade em duas áreas: intervenções vasculares e neurointervenção. A Vascular realiza angiografias periféricas, colocações de endopróteses, uso de medicações intra-arteriais e colocação de caracteres. A Neurointervenção também utiliza procedimentos endovasculares para tratar malformações arteriovenosas, embolizar aneurismas e realizar trombolises intra-arteriais. Por fim, a radiologia intervencionista não vascular se ocupa de procedimentos percutâneos como biópsias, ablações de tumores e drenagens guiadas por imagem. Essa subespecialiadade está mais restrita a centro hospitalares menores, apesar de estar em ampla expansão.
 
O trabalho diário consiste em realizar de forma direta as ultrassonografias e os exames contrastados, analisar radiografias, orientar a execução e emitir laudos de tomografia, bem como exames de ressonância magnética. Discutem casos e diagnósticos mais prováveis com os colegas, auxiliando no diagnóstico e sugerindo o melhor método de imagem a ser aplicado.
 
4. Tem muita possibilidade de trabalhar no interior?
 
O mercado de trabalho é muito amplo e está em expansão. O barateamento da tecnologia tem levado aparelhos modernos para todos os cantos do país.
 
5. Como é a vida do radiologista?
 
No geral, leva-se uma boa qualidade de vida. Quando já se está estabelecido no mercado, conseguem trabalhar no período comercial e reduzir ou eliminar os plantões noturnos e sobreavisos.
 
6. Quais são as outras subespecialidades nessa área?
 
Além da intervencionista que já citamos, o médico pode se aprofundar na radiologia diagnóstica. Existem uma série de subespecialidade como: neurorradiologia, cabeça e pescoço, musculo-esquelética, tórax e abdome e cardiologia. No geral, exigem mais um ano de especialização.
 
7. É acesso direto? Quanto tempo dura?
 
Não é preciso fazer nenhuma outra especialidade antes. Oficialmente duram 3 anos, mas a maioria opta por seguir outros caminhos, como: R4 em geral ou seguir direto para subespecialidade.
 
8. Qual a média salarial?
 
A remuneração no início da carreira é, em geral, mais alta que as demais especialidades, embora não varie significativamente com o passar dos anos.
 

Ainda ficou com alguma dúvida? Pergunta para gente!

 


  
REFERÊNCIAS
 
NUNES, Caio; Santana Marco Antonio. Como escolher a sua residência médica? Sanar, 2 ed, 2016. 273p


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