Violência doméstica

há 2 anos     -     
Violência doméstica

 

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

 

 

 

A violência doméstica é um fenômeno mundial e não somente se restringe a classe econômica, raça, religião ou idade, e ainda vem se arrastando desde os primórdios até os tempos atuais, onde praticamente nada mudou no sentido da dominação de gêneros, apesar de algumas das conquistas como a lei Maria da Penha, e a punição do agressor, ainda ouvimos falar de tanto abuso contra a mulher, tanto por parceiros como de familiares.

 

A violência doméstica é uma das formas mais comuns de manifestação de violência, da dominação da força do homem, e do poder, e é uma das mais invisíveis, porque geralmente fica restrita ao lar, e a vítima não tem coragem de denunciar, caracterizada como um fenômeno constante no universo das relações, mas a doméstica é tida como uma das mais perversas nas quais deixam sequelas incuráveis. A violência doméstica contra a mulher prejudica a mulher em vários aspectos da sua vida, tanto no trabalho como nas relações sociais, na sua saúde física e mental.

 

No que diz respeito a violência física essa implica em causar danos ao corpo, com pancadas, tapas, chutes, que podem levar a vítima inclusive a morte, pois o agressor sempre é mais forte. Já a violência sexual, ocorre quando o agressor obriga a vítima, a participar de relação não desejada. A violência moral é qualquer conduta que caracterize difamação, calúnia, ou injúria, já   a  violência psicológica ou emocional é a mais silenciosa, deixando marcas profundas,  e resulta em dano emocional como a diminuição da autoestima, coação, humilhações, imposições, jogos de poder, desvalorização, xingamentos, gritos, desprezo, traição, desrespeito, tudo no qual leva a vítima ao fundo do poço, sem nenhuma reação fica sujeita as doenças como a depressão e tentativas de suicídio, pela diminuição da auto estima.

 

As mulheres que sofrem esse tipo de violência muitas vezes não denunciam, e isso faz com que a impunidade dê origem a novos episódios de violência. Normalmente as mulheres são constrangidas, humilhadas, ameaçadas e amedrontadas pelos seus agressores, podendo trazer consequências irreparáveis na vida dessas mulheres, como problemas psicológicos, traumas, dores emocionais e até mesmo levar ao extremo do suicídio.

 

Em 2013, o Instituto Avon em parceria com o Data Popular, realizou uma pesquisa inédita sobre a percepção dos homens acerca da violência doméstica contra as mulheres, tal pesquisa que fazia parte das ações da campanha "Fale sem medo - Não à violência doméstica". Nessa pesquisa 56 % dos homens admitiram que já cometeram alguma dessas formas de agressão: Xingamento, empurrão, agressão verbal, tapas, socos, cárcere privado e abuso sexual.

 

Considerando a magnitude da violência, a Organização Mundial da Saúde (O.M.S)) afirma que 10% da população mundial (homens e mulheres) já sofreram algum tipo de violência sexual em suas vidas, dos quais apenas 2% procuraram os serviços de saúde. Dados preliminares qualificados pelo VIVA-Sinan-Net1 (Brasil, 2009) mostram que a violência sexual representava, em meados de 2010, 44,9% de um total de 2.825 casos registrados em meninas de 0 a 9 anos de idade; 54% dos 2.690 casos entre as meninas e adolescentes entre 10 e 14 anos; 24,5% dos 1.351 registros para a faixa etária entre os 15 e 19 anos; 9,2% dos 2.089 casos entre mulheres de 20 a 59 anos; e 4,9% dos 79 registros para mulheres acima de 60 anos de idade.

 

Diante dessa realidade observamos o quanto a sociedade precisa mudar, principalmente a cultura machista, e melhorar a forma de tratamento passar a ver essas mulheres com mais respeito e dignidade. Faz necessário nessa luta por dias melhores acabar com o racismo, principalmente em relação as mulheres negras e pobres.

 

Segundo dados recentes temos atualmente no Brasil cerca de mais de 300 delegacias especializadas, em quase todos os estados; dentre elas, Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Delegacia para a Mulher (DM), Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM). Essas instituições se tornaram de grande importância, pois através do trabalho multidisciplinar de vários profissionais, aliados a implementações de políticas públicas, tem sido empenhado esforços no intuito de prevenir e erradicar o fenômeno da violência contra a mulher. Esperamos com isso uma mudança nesse quadro da Violência Doméstica contra a Mulher.

 

A educação da comunidade e dos profissionais de saúde é primordial nessa luta de mudança de comportamento em relação ao tratamento para com as mulheres, reconhecer aqui direitos humanos básicos a sobrevivência, é uma questão de segurança. Por isso existe uma necessidade de intervenções das Políticas de Saúde já existentes para proteger, guardar e evitar danos físicos, psíquicos, e sociais, que tanto tem repercutidos e prejudicado as mulheres.

 

As consequências das agressões físicas e verbais, são constantes no que se refere a mulher, por isso os profissionais de saúde, devem estar atentos aos sintomas, de baixa auto- estima, ou qualquer desânimo na vida da mulher, seja no jeito de olhar, na higiene física, no desanimo, todos esses sintomas podem indicar uma depressão que pode levar ao suicídio, por isso toda ajuda da equipe multidisciplinar se faz necessária.

 

 

 

AUTORES:

 

 

 

Felipe de Melo Feitosa

Acadêmico de enfermagem     9º período e integrante da LASM - FESGO

 

 

 

 

Edicássia Rodrigues Morais Cardoso

Docente do curso de enfermagem e coordenadora da LASM - FESGO

 

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