Prova - Analista Judiciário - Psicólogo do Trabalho - VUNESP - 2002

Detalhes

Profissão: Psicologo
Cargo: Analista Judiciário - Psicólogo do Trabalho
Orgão: TRF 3ª
Banca: VUNESP
Ano: 2002
Nivel Superior

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GABARITO
A05 - Analista Judiciário

Área de Apoio Especializado-Especialidade Psicologia (do Trabalho)




Conhecimentos Gerais e Conhecimentos Específicos
01 - B 02 - A 03 - C 04 - E 05 - A 06 - B 07 - E 08 - C 09 - D 10 - A
11 - D 12 - E 13 - B 14 - C 15 - D 16 - C 17 - A 18 - D 19 - B 20 - E
21 - D 22 - C 23 - D 24 - E 25 - D 26 - C 27 - C 28 - A 29 - C 30 - A
31 - B 32 - A 33 - A 34 - B 35 - E 36 - D 37 - E 38 - C 39 - A 40 - D
41 - E 42 - B 43 - C 44 - B 45 - D 46 - C 47 - A 48 - E 49 - B 50 - E
51 - B 52 - A 53 - E 54 - D 55 - C 56 - D 57 - C 58 - E 59 - D 60 - C




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CONHECIMENTOS GERAIS 02. Observe as frases I e II, extraídas do texto.

I. ?Big nem era minha, era de um cunhado.?
Leia o texto abaixo para responder às questões de números 01
II. ?Big não era minha, mas estava para ter ninhada, e
a 10.
meu cunhado viajara. ?
O parto e o tapete
É correto dizer que o narrador
RIO DE JANEIRO - Big nem era minha, era de um cunhado.
Naquele tempo eu ainda não gostava de cachorros, pagando (A) em I, sugere estar desobrigado em relação ao animal;
por isso um preço que até hoje me maltrata. Mas, como ia em II, faz ressalva a essa desobrigação.
dizendo, Big não era minha, mas estava para ter ninhada, e
meu cunhado viajara.
(B) em I, afirma ser estranho ao animal; em II, reitera sua
De repente, Big procurou um canto e entrou naquilo
que os entendidos chamam de ?trabalho de parto?. Alertado indiferença em relação a este.
pela cozinheira, que entendia mais do assunto, telefonei para
o veterinário que era amigo do cunhado. Não o encontrei. (C) em I, exprime desprezo pelo animal; em II, manifesta
Tive de apelar para uma emergência, expliquei a situação, 15 um mínimo de consideração pelo destino deste.
minutos depois veio um veterinário. Examinou Big, achou
tudo bem, pediu um tapete. (D) em I, nega ter vínculos com o animal; em II, critica o
Providenciei um, que já estava desativado, tivera al-
cunhado que se ausentou, deixando Big aos cuidados
guma nobreza, agora estava puído e desbotado. O veterinário
deitou Big em cima, pediu uma cadeira e um café. Duas horas de outrem.
se passaram, Big teve nove filhotes e o veterinário me cobrou
90 mil cruzeiros, eram cruzeiros naquela época, e dez mil por (E) em I, mostra-se longe de ter responsabilidade pelo
filhote. Valiam mais ? tive de admitir. animal; em II, invoca a responsabilidade do legítimo
No dia seguinte, com a volta do cunhado, chamou-se proprietário.
o veterinário oficial. Quis informações sobre o colega que me
atendera. Contei que ele se limitara a pedir um tapete e puse-
ra Big em cima. Depois pedira um café e uma cadeira, co-
03. Ao afirmar ?tive de admitir? (final do 3o parágrafo), o
brando-me 90 mil cruzeiros pelo trabalho.
O veterinário limitou-se a comentar: ?Ótimo! Você narrador dos fatos está indicando que
teve sorte, chamou um bom profissional!?. Como? A ciência
que cuida do parto dos animais se limita a colocar um tapete (A) constatou a verdadeira importância do profissional
em baixo? que assistira Big, em seu trabalho de parto.
?Exatamente. Se tivesse me encontrado, eu faria o
mesmo e cobraria mais caro, moro longe?. (B) tomou consciência de que pagara mais do que valiam
Nem sei por que estou contando isso. Acho que tem
os filhotes de Big no mercado.
alguma coisa a ver com a sucessão presidencial. Muitas espe-
culações, um parto complicado, que requer veterinários e
curiosos. Todos darão palpites, todos se esbofarão para colo- (C) se curvou ao argumento empregado pelo veterinário
car o tapete providencial que receberá o candidato ungido, para justificar o preço de seu serviço.
que nascerá por circunstâncias que ninguém domina.
E todos cobrarão caro. (D) se estarreceu com o valor que um filhote pode atingir
(Carlos Heitor Cony, Folha de S. Paulo, 19.12.01)
e com o preço que cobram os veterinários.
01. A associação entre o episódio narrado e a sucessão presi-
dencial apóia-se (E) pagou pelos filhotes um preço justo, já que valiam
mais do que dez mil cruzeiros.
(A) no argumento de que dos dois nascerá algo de grande
valia e importância.
04. Assinale a alternativa em que há correta equivalência
(B) na idéia de que, num e noutro caso, cumprem-se ri-
entre as formas verbais simples e compostas no período.
tuais que pouco interferem nos fatos, mas que têm al-
to preço.
(A) eu faria o mesmo / tinha feito o mesmo.
(C) no fato de que sempre se estendem tapetes aos líderes
poderosos que estão por vir. (B) meu cunhado viajara / haveria viajado.

(D) na suposição de que as emergências são iguais por (C) eu ainda não gostava de cachorro / tinha gostado.
mais diferentes que pareçam.
(D) todos darão palpite / haveriam dado.
(E) na constatação de que a sucessão requer o envolvi-
mento de especialistas e muita precisão.
(E) tivera alguma nobreza / tinha tido.



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