Prova - Auditor Médico - IPAD - 2006

Detalhes

Profissão: Medico
Cargo: Auditor Médico
Orgão: Pref. Caruaru/PE
Banca: IPAD
Ano: 2006
Nivel Superior

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Prefeitura de Caruaru / Secretaria Municipal de Saúde
Concurso Público 2006
Categoria Funcional: Auditor de Nível Superior Tipo 1 ? Cor: Branca
CONHECIMENTOS DE LÍNGUA PORTUGUESA
TEXTO 1
Tornou-se lugar-comum dizer que o português do Brasil é diferente do de Portugal. É uma questão polêmica que exalta as
paixões há mais de um século. Nos debates para as Constituições de 1824, 1890 e 1946, apareceu como possibilidade a denominação
de ?língua nacional?, ?língua brasileira? e até de ?brasileiro?, mas nenhuma chegou a ser concretizada. Assim, a língua brasileira
passou a ser ordinariamente chamada de ?português brasileiro? e muitas vezes de ?brasileiro?. No entanto, esse é um real problema
que, a qualquer momento de sua história, o Brasil terá que enfrentar e resolver, friamente, porque não é somente um problema de
terminologia. Não se definirá a língua brasileira sem que se determine, simultaneamente, a identidade nacional. Ambas são
estreitamente ligadas, e a questão da língua é tanto um problema de lingüística quanto de cultura e de sociedade.
Do ponto de vista lingüístico, o português brasileiro não é um dialeto, mas é, sim, uma variante de português. Historicamente,
as variantes brasileira e portuguesa tiveram uma evolução separada a partir do século XVI, por múltiplas razões, e apresentam hoje
diferenças estruturais importantes, de ordem lexical, sintática, morfológica e fonética. Há até quem considere que são dois idiomas
distintos.
Outro aspecto a ser observado, e que se refere essencialmente à língua falada, é a ausência de norma ? ou língua-padrão ?
nacional, o que já não é mais um problema exclusivamente lingüístico. A primeira causa para essa ausência é a falta de centro de
referência nacional. Portugal conhece vários dialetos regionais, mas tem Lisboa como pólo político, econômico e cultural; a norma
lisboeta, portanto, prevalece. No Brasil, por razões históricas, geográficas e demográficas, não há centro de referência. Cidades como
Rio de Janeiro e São Paulo possuem uma inegável primazia cultural, mas constituem duas referências lingüísticas originais que se
diferenciam ainda dos outros centros, que são as capitais dos Estados. A segunda causa é de ordem social: conforme a classe
socioeconômica e o nível escolar (altos, médios ou baixos), a língua falada apresenta numerosas variantes. Existe, então, no Brasil,
horizontal e verticalmente, uma importante variedade de dialetos e falas, regionais e locais, desiguais no teor e na representação
populacional.
Estabelecer uma norma falada ? e ensinada ? no Brasil, portanto, não é um problema simples. Em relação a isso, existem
duas linhas de pensamento opostas: uma que defende a integridade da língua portuguesa, outra que preconiza uma reforma radical em
função das especificidades brasileiras. Todavia, não há nenhum motivo para que predomine a língua falada por uma cidade, uma
região ou uma classe social, e também não se pode imaginar uma solução regressiva que consistiria em decalcar a norma sobre a
língua falada. Existe realmente um termo médio? A resposta está nas pesquisas que estão sendo realizadas já há alguns anos no campo
da Lingüística. Mas qualquer que seja a solução, não poderá haver reforma sem escolhas arbitrárias e eliminações, que certamente
surtirão sofrimentos e frustrações nos que, com total dedicação, envolvem-se na questão da língua.
Jean Baptiste Nardi. Artigo disponível em: http://lingua-brasileira.blogspot.com.
Acesso em 17/05/2006. Adaptado.



QUESTÃO 01

A principal idéia defendida no texto 1 pode ser assim sintetizada:

A) as peculiaridades lingüísticas do Brasil originaram duas correntes opostas de pensamento acerca do estabelecimento de uma
norma falada: uma a favor da integridade da língua portuguesa, outra a favor de uma reforma radical.
B) embora os debates acerca da denominação da língua do Brasil demonstrem ser consensual a idéia de que o português do Brasil é
diferente do de Portugal, nenhuma das denominações sugeridas chegou a ser oficialmente adotada.
C) as evidentes diferenças lexicais, sintáticas, morfológicas e fonéticas entre o português brasileiro e o europeu confirmam que eles
se configuram como variantes de português, cada um seguindo a sua própria evolução.
D) diferentemente de Portugal, onde o prestígio da norma lisboeta a faz prevalecer, não há no Brasil um centro de referência cuja
norma possa ser considerada a padrão, nem mesmo as grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro.
E) visto que a questão da língua não é um problema restrito à lingüística, mas alcança também a cultura e a sociedade, não é possível
definir a língua brasileira sem que se determine, concomitantemente, a identidade nacional.


QUESTÃO 02

De acordo com o texto 1, as inegáveis diferenças estruturais existentes entre o português europeu e o português brasileiro são devidas:

A) a diferentes evoluções históricas, ocorridas privilegiadamente a partir do século XVI.
B) à indefinição cultural e social da sociedade brasileira, em seu percurso histórico.
C) à ausência de uma língua-padrão brasileira, em oposição a uma forte norma européia.
D) ao fato de Portugal ter um centro de referência definido, e o Brasil não ter nenhum.
E) à existência, no Brasil, de uma importante variedade de dialetos e falas, regionais e locais.



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É permitida a reprodução apenas para fins didáticos, desde que citada a fonte.

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AUDITOR MÉDICO - TIPO 1 - BRANCA Página 1 de 1



CARUARU SAÚDE 2006

GABARITO DEFINITIVO

AUDITOR MÉDICO - TIPO 1 - BRANCA

QUESTÃO ALTERNATIVA QUESTÃO ALTERNATIVA
1 E 21 A
2 A 22 C
3 D 23 D
4 A 24 B
5 B 25 E
6 C 26 A
7 E 27 E
8 D 28 C
9 C 29 D
10 B 30 E
11 C 31 B
12 A 32 B
13 B 33 B
14 D 34 E
15 E 35 D
16 C 36 E
17 ANULADA 37 E
18 B 38 B
19 E 39 B
20 A 40 D




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Concurso Público 2006
Categoria Funcional: Auditor Médico Tipo 1 ? Cor: Branca
CONHECIMENTOS DE LÍNGUA PORTUGUESA
TEXTO 1
Tornou-se lugar-comum dizer que o português do Brasil é diferente do de Portugal. É uma questão polêmica que exalta as
paixões há mais de um século. Nos debates para as Constituições de 1824, 1890 e 1946, apareceu como possibilidade a denominação
de ?língua nacional?, ?língua brasileira? e até de ?brasileiro?, mas nenhuma chegou a ser concretizada. Assim, a língua brasileira
passou a ser ordinariamente chamada de ?português brasileiro? e muitas vezes de ?brasileiro?. No entanto, esse é um real problema
que, a qualquer momento de sua história, o Brasil terá que enfrentar e resolver, friamente, porque não é somente um problema de
terminologia. Não se definirá a língua brasileira sem que se determine, simultaneamente, a identidade nacional. Ambas são
estreitamente ligadas, e a questão da língua é tanto um problema de lingüística quanto de cultura e de sociedade.
Do ponto de vista lingüístico, o português brasileiro não é um dialeto, mas é, sim, uma variante de português. Historicamente,
as variantes brasileira e portuguesa tiveram uma evolução separada a partir do século XVI, por múltiplas razões, e apresentam hoje
diferenças estruturais importantes, de ordem lexical, sintática, morfológica e fonética. Há até quem considere que são dois idiomas
distintos.
Outro aspecto a ser observado, e que se refere essencialmente à língua falada, é a ausência de norma ? ou língua-padrão ?
nacional, o que já não é mais um problema exclusivamente lingüístico. A primeira causa para essa ausência é a falta de centro de
referência nacional. Portugal conhece vários dialetos regionais, mas tem Lisboa como pólo político, econômico e cultural; a norma
lisboeta, portanto, prevalece. No Brasil, por razões históricas, geográficas e demográficas, não há centro de referência. Cidades como
Rio de Janeiro e São Paulo possuem uma inegável primazia cultural, mas constituem duas referências lingüísticas originais que se
diferenciam ainda dos outros centros, que são as capitais dos Estados. A segunda causa é de ordem social: conforme a classe
socioeconômica e o nível escolar (altos, médios ou baixos), a língua falada apresenta numerosas variantes. Existe, então, no Brasil,
horizontal e verticalmente, uma importante variedade de dialetos e falas, regionais e locais, desiguais no teor e na representação
populacional.
Estabelecer uma norma falada ? e ensinada ? no Brasil, portanto, não é um problema simples. Em relação a isso, existem
duas linhas de pensamento opostas: uma que defende a integridade da língua portuguesa, outra que preconiza uma reforma radical em
função das especificidades brasileiras. Todavia, não há nenhum motivo para que predomine a língua falada por uma cidade, uma
região ou uma classe social, e também não se pode imaginar uma solução regressiva que consistiria em decalcar a norma sobre a
língua falada. Existe realmente um termo médio? A resposta está nas pesquisas que estão sendo realizadas já há alguns anos no campo
da Lingüística. Mas qualquer que seja a solução, não poderá haver reforma sem escolhas arbitrárias e eliminações, que certamente
surtirão sofrimentos e frustrações nos que, com total dedicação, envolvem-se na questão da língua.
Jean Baptiste Nardi. Artigo disponível em: http://lingua-brasileira.blogspot.com.
Acesso em 17/05/2006. Adaptado.



QUESTÃO 01

A principal idéia defendida no texto 1 pode ser assim sintetizada:

A) as peculiaridades lingüísticas do Brasil originaram duas correntes opostas de pensamento acerca do estabelecimento de uma
norma falada: uma a favor da integridade da língua portuguesa, outra a favor de uma reforma radical.
B) embora os debates acerca da denominação da língua do Brasil demonstrem ser consensual a idéia de que o português do Brasil é
diferente do de Portugal, nenhuma das denominações sugeridas chegou a ser oficialmente adotada.
C) as evidentes diferenças lexicais, sintáticas, morfológicas e fonéticas entre o português brasileiro e o europeu confirmam que eles
se configuram como variantes de português, cada um seguindo a sua própria evolução.
D) diferentemente de Portugal, onde o prestígio da norma lisboeta a faz prevalecer, não há no Brasil um centro de referência cuja
norma possa ser considerada a padrão, nem mesmo as grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro.
E) visto que a questão da língua não é um problema restrito à lingüística, mas alcança também a cultura e a sociedade, não é possível
definir a língua brasileira sem que se determine, concomitantemente, a identidade nacional.


QUESTÃO 02

De acordo com o texto 1, as inegáveis diferenças estruturais existentes entre o português europeu e o português brasileiro são devidas:

A) a diferentes evoluções históricas, ocorridas privilegiadamente a partir do século XVI.
B) à indefinição cultural e social da sociedade brasileira, em seu percurso histórico.
C) à ausência de uma língua-padrão brasileira, em oposição a uma forte norma européia.
D) ao fato de Portugal ter um centro de referência definido, e o Brasil não ter nenhum.
E) à existência, no Brasil, de uma importante variedade de dialetos e falas, regionais e locais.



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