Prova - Auditor Médico - IPAD - 2009

Detalhes

Profissão: Medico
Cargo: Auditor Médico
Orgão: Pref. Moreno/PE
Banca: IPAD
Ano: 2009
Nivel Superior

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CONCURSO PUBLICO - MORENO ? 2009

GABARITO DEFINITIVO

AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE - TIPO 1
QUESTÃO ALTERNATIVA QUESTÃO ALTERNATIVA
1 C 21 C
2 C 22 E
3 D 23 E
4 B 24 C
5 C 25 B
6 A 26 B
7 A 27 C
8 C 28 D
9 E 29 A
10 B 30 B
11 D 31 A
12 B 32 B
13 A 33 B
14 C 34 D
15 E 35 E
16 A 36 C
17 D 37 E
18 B 38 D
19 A 39 B
20 D 40 B


AGENTE DE COMBATE ÀS ENDEMIAS - TIPO 1
QUESTÃO ALTERNATIVA QUESTÃO ALTERNATIVA
1 C 21 B
2 C 22 D
3 D 23 D
4 B 24 A
5 C 25 C
6 A 26 C
7 A 27 E
8 C 28 A
9 E 29 C
10 B 30 E
11 D 31 B
12 B 32 B
13 A 33 C
14 C 34 D
15 E 35 B
16 B 36 C
17 E 37 E
18 A 38 A
19 D 39 E
20 A 40 D




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PREFEITURA MUNICIPAL DO MORENO
Concurso Público ? 2009
Tipo 1 Cargo: Auditor Médico / Nível Superior
CONHECIMENTOS DE LÍNGUA PORTUGUESA

Texto 1

Numa tirinha de Maurício de Sousa, publicada em O Estado de S. Paulo (22/11/2007, D8), a professora diz à classe: ? ?Este
ano só o Chico vai ficar em recuperação?. ? Ele pergunta: ? ?I os otro? Foro reprovado direto??
Esse exemplo ensina-nos que, quando falamos ou escrevemos, dizemos algumas coisas explicitamente e deixamos outras
implícitas, que, por um processo de inferência, são apreendidas pelo interlocutor. Implícito é o que se diz sem dizer, é aquilo que se
apresenta como evidente por si mesmo.
A inferência se dá por meio de duas operações: uma lógica, em que estabelecemos uma implicação (por exemplo: se
[somente o Chico ficou em recuperação], então os outros [foram reprovados]); e uma pragmática, em que levamos em conta o
contexto verbal, o não-verbal e os princípios que regem a comunicação.
A graça do exemplo acima reside no fato de que Chico Bento, ao fazer a inferência sobre o implícito na fala da professora,
realizou a operação lógica adequadamente, mas não a operação pragmática, pois deveria ter percebido que, se a professora não disse
que todos os outros alunos foram reprovados, a conclusão correta seria: se apenas eu fiquei em recuperação, todos os outros foram
aprovados direto.
Para compreender o que se diz, é preciso não só entender o que se afirmou explicitamente, mas também o que se deixou
implícito. Um senador italiano, protestando em frente à embaixada brasileira em Roma contra a concessão pelo nosso país de asilo
político a Cesare Battisti, condenado pela Justiça italiana, segurava um cartaz que dizia: ?Bin Laden, peça asilo ao Brasil?. Para
compreender o tom de protesto, é necessário perceber o implícito: se o Brasil concede asilo político a uma pessoa considerada
terrorista pela Justiça italiana, estão estará disposto a conceder refúgio a qualquer pessoa tida como terrorista.
Deixar informações implícitas não significa necessariamente manipular ou enganar. Há coisas que se compreendem sem que
seja necessário dizê-las. São as informações que já se conhecem ou que se podem facilmente inferir. Operamos sempre com
implícitos. Mesmo certas perguntas mais banais da vida cotidiana estão construídas sobre eles: Que bicho te mordeu? Você viu
passarinho verde? Qual é a sua?

FIORIN, José Luiz. A explicitação do implícito. In: Revista Língua Portuguesa,
Ed. Segmento, Ano 3, N° 42, abril de 2009, p.46-47. Adaptado.

QUESTÃO 02
QUESTÃO 01
Com o Texto 1, seu autor também pretendeu:
Assinale a alternativa que apresenta a idéia mais relevante do
Texto 1. A) opor-se a uma ideia consensualmente aceita pela tradição
gramatical.
A) Em um texto, falado ou escrito, as informações implícitas B) divulgar os resultados de suas pesquisas sobre a
desempenham diversas funções, merecendo destaque a comunicação humana.
função de cooperar para o ato de ?protestar?. C) explicar os recursos linguísticos responsáveis pelo humor
B) O processo de inferência requer a atuação simultânea de nas tirinhas.
duas operações de naturezas distintas: uma delas é de D) expor suas ideias acerca de fatos que ocorrem na interação
natureza lógica e a outra é de natureza pragmática. verbal.
C) A compreensão de um texto, falado ou escrito, exige a E) comentar as estratégias discursivas características de
apreensão tanto das informações explícitas quanto Maurício de Sousa.
daquelas que estão implícitas, o que se dá por inferência.
D) A decisão do falante ou do escritor de deixar informações
HO



implícitas não reflete necessariamente sua intenção de
manipular ou enganar seu interlocutor.
E) Informações implícitas podem ser identificadas nas
perguntas mais banais da nossa vida cotidiana e são
CUN




aquelas que já se conhecem ou que se podem facilmente
inferir.
RAS




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