Prova - Auxiliar de Farmácia - IPAD - 2009

Detalhes

Profissão: Farmaceutico
Cargo: Auxiliar de Farmácia
Orgão: Pref. Moreno/PE
Banca: IPAD
Ano: 2009
Nivel Médio

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PREFEITURA MUNICIPAL DO MORENO
Concurso Público ? 2009
Tipo 1 Cargo: Auxiliar de Farmácia / Nível Médio
CONHECIMENTOS DE LÍNGUA PORTUGUESA E HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DO MORENO
Texto 1:
Mamma mia
Nelly Carvalho

No dia 8 de março, foi comemorado o Dia Internacional da Mulher, com todas as solenidades como também com todas as
frivolidades que acontecem nestas homenagens sem rosto definido.
Parodiando o português Fernando Pessoa, no seu poema Tabacaria, nos versos Come chocolate, muitos desses eventos
referem-se apenas à confeitaria, à cobertura confeitada, não entram no recheio, no âmago da questão da situação feminina no mundo.
Podemos observar que datas comemorativas são privilégios às avessas, destinados às minorias sem poder, Dia do Índio,
Dia do Negro, Dia do Professor, esquecidas durante o resto do ano. Não são minorias numéricas, mas minorias sociológicas sem
poder, onde a mulher se enquadra, apesar de constituir metade da humanidade.
Não se pode negar que a situação feminina mudou e melhorou nas últimas décadas do século 20, intensificando-se na
primeira década do século 21. A partir de então, a mulher desbravou mares nunca dantes navegados, singrando em direção à sua
emancipação e autonomia, afastando-se dos escolhos que não a permitiam desenvolver-se plenamente como pessoa. Isto aconteceu
com apenas uma parcela das mulheres que assumiu cargos de destaque na administração pública, na política, na iniciativa privada,
tendo reconhecidos seu valor e competência. Para a maioria, a situação na sociedade, em geral, está longe de ser satisfatória.
Torna-se visível a fragilidade da situação feminina pelos atos de violência e agressão a que vem sendo submetida a mulher
em várias faixas etárias. Especialmente as crianças e adolescentes vêm sendo vítimas de todos os tipos de crime bárbaros e hediondos
que não deviam fazer parte de uma sociedade que se diz civilizada. Na Áustria, tão refinada, foi julgado um desses crimes inaceitáveis
e imperdoáveis.
Lendo ou ouvindo o noticiário, chegamos a acreditar que as conquistas femininas sofreram uma contramarcha. A
autonomia e a liberdade conquistadas despertam uma reação contrária, motivando agressões e ofensas, sobretudo dos companheiros de
classes populares, que ainda não digeriram as mudanças, mas também de outros, mais cultos(?), como autoridades religiosas que não
compreendem seu papel nos conflitos. Não podemos deixar que a sociedade caminhe a reboque de mentalidades retrógradas que
consideram como corriqueiros assassinatos, estupros além do desrespeito e da maldade contra meninas, como vem acontecendo em
todo País, com uma frequência assustadora.
Capiba dizia que na mulher não se bate nem com uma flor. O conselho foi seguido à risca e passaram a escolher
instrumentos mais contundentes e formas mais cruéis para agredi-la.
Recentemente, um musical, segundo pesquisas o mais assistido até agora no mundo, dá uma lição de feminismo atuante e
atual de forma leve e subliminar. É o Mamma mia, estrelado por Meryl Streep, onde até o nome da personagem principal é
simbólico, Donna, mulher em italiano.
A narrativa envolve um caso de paternidade posta em dúvida, de uma mulher que assume o fato como natural, assim como
a comunidade, em uma pequena ilha da Grécia. Com fibra e coragem, respeitada por todos, educa a filha e toca a vida.
No filme, ao contrário da realidade, o mundo é da mulher, não da mulher sofisticada, jovem, bela e elegante (padrão dos
filmes de Hollywood), mas das mulheres comuns, de todas as idades, simples, gordas, magras, sem maquiagem, sem glamour,
assumindo afazeres da casa e usando o emblema do serviço doméstico: o avental. Esta é a peça que, simbolicamente, duas delas jogam
fora para seguir um grupo que passa cantando e dançando pelos olivais da ilhota, rumo ao mar.
A melhor cena, que revela o machismo e a liberação, é a de um homem que segue num burrico, flanando, enquanto a
mulher, gorda e idosa, vai a pé, carregando um pesado feixe de lenha. Ao ver passarem as demais, libertas momentaneamente dos
afazeres e das amarras, deixa-se contagiar, grita alegremente e joga longe o feixe de lenha, juntando-se ao grupo, jogando fora, com
isso, um fardo simbólico mas pesado.
É uma abordagem bem-humorada e subliminar da superação do machismo, que parece bem-aceita pelos gregos, nossos
mestres de sempre, pelo menos, no filme. Assim seguem os mais evoluídos. Mamma mia!, como diz o título, quando seguiremos o
mesmo caminho e diremos: Here, we go again?
(In: Jornal do Commercio, Caderno Opinião, Publicado em 27.03.2009.)

QUESTÃO 01 QUESTÃO 02

O tema abordado no Texto 1 é No texto, considera-se a data comemorativa da mulher como

A) a luta das minorias sem poder. A) um fardo simbólico que ela carrega.
B) a situação da mulher na sociedade atual. B) um marco das conquistas femininas.
C) o crescimento da violência contra as mulheres. C) a prova da superação do machismo.
D) a comemoração do Dia Internacional da Mulher. D) uma demonstração da autonomia conquistada.
E) a diferença entre a realidade e os filmes de Hollywood. E) um privilégio às avessas.



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CONCURSO PUBLICO - MORENO ? 2009

GABARITO DEFINITIVO

AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE - TIPO 1
QUESTÃO ALTERNATIVA QUESTÃO ALTERNATIVA
1 C 21 C
2 C 22 E
3 D 23 E
4 B 24 C
5 C 25 B
6 A 26 B
7 A 27 C
8 C 28 D
9 E 29 A
10 B 30 B
11 D 31 A
12 B 32 B
13 A 33 B
14 C 34 D
15 E 35 E
16 A 36 C
17 D 37 E
18 B 38 D
19 A 39 B
20 D 40 B


AGENTE DE COMBATE ÀS ENDEMIAS - TIPO 1
QUESTÃO ALTERNATIVA QUESTÃO ALTERNATIVA
1 C 21 B
2 C 22 D
3 D 23 D
4 B 24 A
5 C 25 C
6 A 26 C
7 A 27 E
8 C 28 A
9 E 29 C
10 B 30 E
11 D 31 B
12 B 32 B
13 A 33 C
14 C 34 D
15 E 35 B
16 B 36 C
17 E 37 E
18 A 38 A
19 D 39 E
20 A 40 D




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